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Filme: Rio

Sinopse

Dos criadores da série de sucesso A ERA DO GELO, agora chega às telas RIO, uma divertidíssima aventura sobre assumir riscos na vida. Blu é uma arara domesticada que nunca aprendeu a voar e tem uma vida tranquila e confortável ao lado de Linda, sua dona e melhor amiga, na pequena cidade de Moose Lake, Minnesota. Blu e Linda pensam que ele é o último de sua espécie, mas quando ficam sabendo que já outra arara azul que vive no Rio de Janeiro, eles partem para a terra distante e exótica na expectativa de encontrar Jade, uma fêmea da espécie de Blu. Logo depois de sua chegada, Blu e Jade são sequestrados por um grupo de contrabandistas de animais. Com a ajuda da experiente Jade e um grupo de debochados e faladores pássaros da cidade, Blu consegue escapar. Agora, com seus novos amigos a seu lado, Blu precisa descobrir a coragem para aprender a voar, enganar os sequestradores que continuam em seu encalço e voltar para Linda, a melhor amiga que um pássaro já teve.

Opinião

Em filmes tão comentados como esse é difícil dizer algo que já não tenha sido dito, porém depois de assistir não poderia deixar de dizer qualquer coisa que fosse sobre o filme mesmo que soe repetitivo pra alguém. Então, pra começar, eu quero dizer que ADOREI O FILME! Eu me diverti muito assistindo Rio e aqui já vai a primeira ressalva, Rio é um filme leve e divertido, essencialmente é um filme para crianças, o que não é um demérito, e que mesmo nós, adultos, podemos ver o filme e nos divertimos muito com ele. Acho que Rio encontrou um ótimo meio termo entre os antigos desenhos da Disney, pois o filme conta com várias músicas cantadas pelas personagens, e o dinamismo das animações atuais.

Rio é fantástico! Como não poderia ser diferente a qualidade da animação surpreende e embora eu tenha ficado um pouco temeroso quanto à imagem que seria feita do Rio na animação esse receio passou em pouco tempo. Basicamente o filme nos mostra duas cidades, uma sob a ótica do turista, passando pelo Cristo Redentor, Copacabana, sambódromo, etc. E a visão de quem já é da cidade, então o filme não deixa de mostrar a favela e a miséria que ela representa, sem ser demagógico ou piegas, funcionando muito bem sim como uma crítica social além de outras situações que também são mostradas no filme, que não vem ao caso citar aqui.

Pra finalizar gostaria de frisar aqui que minha visão do filme está longe de ser ufanista. Infelizmente como brasileiros temos dois péssimos hábitos, um de achar que tudo que leva nossa bandeira é ótimo só por ser brasileiro e outro que é do povo do contra que só por ser brasileiro ou falar do Brasil parecem querer achar defeito em tudo. Após ter visto o filme procurei por algumas críticas e me surpreendi com algumas (bem poucas por sinal) que criticaram o filme por não mostrar o Rio como ele realmente é, por usar como astros animais que não se veem por ai, ou por não ter mostrado a favela (esses acho que não viram o filme, já que a favela aparece no início do filme), ou por passar uma imagem muito estereotipada do brasileiro. Ora bolas, acima de tudo é um filme para criança, então minha pergunta é: O que eles estavam esperando, um “Cidade de Deus” para crianças estrelado por dois mosquitos da dengue?

Diferente dos filmes da Pixar que parece ter se especializado em fazer filmes com cara de filme infantil, mas com temática e profundidade de filmes adultos, Rio é mais simplista (não confunda com simplório), ou menos pretensioso, pois a intenção é puramente a de divertir. Rio é sim um ótimo filme e vale a pena sim ser visto, não por falar do Rio ou do Brasil, mas por ser divertido e tremendamente bem feito, por ter cenas lindíssimas, e por ser uma justa homenagem a um país que não é protagonista de uma animação desde aquele clássico filme de 44 com Pato Donald e Zé Carioca.

Em tempo

Sou paulistano, nunca fui ao Rio, no máximo passei por lá quando era criança, e devido a diversos fatores (ser paulistano não é um deles) nunca tive a menor vontade de conhecer o Rio e como muito ainda nutro certo preconceito pela cidade. Enfim, após assistir Rio pela primeira vez eu me despi um pouco do meu preconceito e achei que talvez valesse a pena conhecer a cidade. Então não deixe de ver o filme só porque ele fala do Brasil e não vá ao cinema apenas porque o filme fala do Brasil, vá porque Rio é um ótimo filme e, mais uma vez, merece sim ser visto.

PS: Vi o filme em 3D, não achei nada demais, me diverti tanto com o filme que as vezes eu tinha que lembrar que o filme era 3D pra prestar atenção nos efeitos. Mas se tem uma coisa que eu posso dizer quanto a esse efeito é que eu senti um pouco de inveja da capacidade que as crianças tem de se impressionar. Vi o filme numa sessão vespertina, ou seja, estava cheia de crianças e acabei me divertindo também vendo como elas interagem com o filme tentando pegar ou se assustando com os efeitos que saltam da tela.

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Filme: O escafandro e a borboleta

borboleta Sinopse:

Jean-Dominique Bauby (Mathieu Amalric) tem 43 anos, é editor da revista Elle e um apaixonado pela vida. Mas, subitamente, tem um derrame cerebral. Vinte dias depois, ele acorda. Ainda está lúcido, mas sofre de uma rara paralisia: o único movimento que lhe resta no corpo é o do olho esquerdo. Bauby se recusa a aceitar seu destino. Aprende a se comunicar piscando letras do alfabeto, e forma palavras, frases e até parágrafos. Cria um mundo próprio, contando com aquilo que não se paralisou: sua imaginação e sua memória.

Opinião:

Desde o início o filme tenta colocar quem o assiste na ótica de Jean-Do, compartilhando seus sentimentos e pensamentos, a medida que aos poucos a câmera começa a sair do personagem e coloca o filme em terceira pessoa, deixando apenas para o final o momento do acidente após termos nos afeiçoado ao já debilitado personagem.

O grande mérito desse filme está na forma como a história do personagem principal é contada porque comumente esses filmes tendem a cair em clichês de autopiedade e isso não acontece com O escafandro e a borboleta. A história como um todo é retratada de forma muito humana e tem uma proposta de ir muito além da simples superação que a meu ver não era o foco do filme. O filme acaba se tornando um exercício de reflexão, não para a vida de Jean-Do, mas sim sobre a nossa própria vida. O filme é narrado de forma muito poética misturando memórias, pensamentos e devaneios com a situação rara do protagonista, mas é também um filme bem denso e um pouco difícil não sendo para todas as pessoas e para qualquer momento.

Avaliação:S4