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Archive for the ‘NERDices’ Category

Star Wars Uncut – Uma ideia genial

Recentemente temos sido assombrados pela possibilidade, ou melhor, pela certeza de vários remakes e reboots no cinema. A razão de tudo isso é fazer com que os estúdios ganhem mais dinheiro sem fazer tanto esforço, mas isso a gente deixa pra falar num outro dia e momento, pois agora eu vou falar sobre um remake que no mínimo acertou em cheio.

Star Wars Uncut é uma refilmagem do primeiro filme da série Guerra nas Estrelas (Episódio IV – Uma nova esperança), no entanto essa refilmagem não é promovida por nenhum grande estúdio não, mas sim por qualquer pessoa que quisesse participar. Não entendeu? Vou tentar explicar melhor. O filme foi dividido em várias partes e qualquer pessoa poderia gravar essa parte do filme do jeito que achasse melhor, a restrição é que a cena deveria ser como foi no filme e que deveria ter exatamente 15 segundos. ISSO MESMO, 15 SEGUNDOS! O resultado é o mesmo filme que muita gente viu (em épocas distintas, tudo bem) só que refilmado pelos fãs da série como se fosse uma imensa colcha de retalhos.

Ao que tudo indica o filme já foi finalizado e contou com a participação de mais de 472 pessoas, mas até o momento não sabemos se vão fazer um DVD, disponibilizar o filme para download ou se o site vai continuar mantendo a mesma estrutura permitindo aos visitantes acessar o conteúdo separadamente. Ainda assim acredito que uma compilação de todas as cenas deverá ser produzida em breve e com certeza nos divertiremos muito com o resultado final.

A seguir fica a cena da fuga que acontece no filme.

Para ver o trailer do filme clique aqui.

PS: Quem sabe se no futuro houver a filmagem de “O império contra-ataca” eu não posso enviar meu video também… 😉

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Meme da trilha sonora

Pois bem… eu estava com uma preguiça muito grande pra começar o outro post que eu iria colocar no ar hoje, então mudei de ideia e resolvi colocar outra coisa. Algo mais automático, mais descontraído… e que eu não precise revisar antes de postar (já disse, estou com preguiça).

Então resolvi colocar aqui um MEME de Trilha Sonora. Então a pergunta que fica é… Que porra diabos é um MEME?

Então, eu juro que não sabia, já ouvi falar muito, mas sempre achei uma bobagem (confesso que ainda acho =/) e pesquisei na internet e descobri, mais ou menos, como funciona. É assim, alguém em algum site tem uma lista ou alguma outra coisa que seja possível copiar, alterar e replicar pela web (como uma lista =D). Então alguém vê e faz igual (mas diferente ) e então ele passa pra que outra pessoa faça outro igual (e diferente) e assim por diante.

A explicação ficou ruim? FODA-SE Tudo bem, o resumo da ópera é assim, eu vi essa lista no blog de uma amiga minha, a Luma, que fez a dela porque viu no blog da Ana Flávia, que por sua vez viu no blog da May… e assim por ai vai. Resolvi entrar na brincadeira, seguindo as instruções que estão logo ali abaixo junto com minha lista.

Instruções

  1. Abra sua lista de reprodução (iTunes, Winamp, etc)
  2. Coloque em “Ordem Aleatória” (shuffle ou random)
  3. Aperte “Play!”
  4. Pra cada pergunta, coloque a música que estiver tocando.
  5. Quando for pra outra pergunta, mude de música!
  6. Não vale trapacear!

Vamos lá, abri uma playlist com as músicas que tenho ouvido com maior frequência atualmente (6000 músicas) ao invés de abrir todas as minhas músicas. Abrir todas seria simplesmente um exagero, já que tenho músicas demais e também porque eu percebi que com muitas músicas o Random da maioria dos players começa a repetir ou ficar viciadas em algumas poucas pastas muito rapidamente. Então ninguém pode dizer que eu trapaceei.

  1. Créditos de Abertura: Rise from your grave, Megadriver [Comecei bem, detesto dormir e acho que essa música caiu como uma luva]
  2. Ao acordar: Paschendale, Iron Maiden [Hum… bom… tem dias que no trabalho eu já começo me sentindo assim]
  3. Primeiro dia de aula: Open your eyes, Snow Patrol [A primeira parte da música diz “Tudo isto parece estranho e irreal” e só por isso já vale]
  4. Infância: There is a light that’s never goes out, The Smiths [Adoro essa música e ela se encaixa em qualquer momento da minha vida]
  5. Ao se apaixonar: Duck and run, 3 Doors Down [É isso ai, eu meto a cara e não tiro o corpo fora não… e as vezes só me f***]
  6. Colegial: Avalancha, Heroes del Silencio [É… o colegial foi no mínimo uma avalanche, de emoções, de experiências de TUDO! Eu é que sei…]
  7. Formatura: 1º de Julho, Cássia Eller [Hum… em partes… mas acho que nenhuma música representa o que foi viu]
  8. Fim de namoro: Ainda somos iguais, LS Jack [“Nada mudou, ainda somos iguais. E quem não errou? Ainda somos mortais” Caramba, nem lembrava dessa música, mas deu certo]
  9. Depressão: Piece of my heart, Janis Joplin [UH-HU Dá-lhê Janis! Viva o sarcasmo e o cinismo]
  10. Faculdade: Monte Castelo, Legião Urbana [“É um contentamento descontente…” Isso representa bem a minha facul pra mim]
  11. Vida: Mar de gente, O Rappa [“Brindo a casa, brindo a VIDA, meus amores, MINHA FAMILIA”. Até aqui nenhuma se encaixou tão bem como essa]
  12. Música de Batalha: Sometimes I feel like screaming, Deep Purple [A música das batalhas que lutamos e que já começam perdidas]
  13. Na estrada: Brasília, Plebe Rude [Música digna de ouvir na estrada, dirigindo e cantando é lógico. “Rachou, o concreto já rachou”]
  14. Reatando namoro: Things don’t always turn out the way, The Calling [Eu não sou de voltar atrás, mesmo quando deveria, então ta dentro ;)]
  15. Casamento: A hora certa, Columbia [É… quando chegar a hora certa e eu estiver bêbado isso vai acontecer hahaha]
  16. Nascimento do filho: Jimmy Jazz, The Clash [1ª bola fora. Nem sei porque eu tenho essa música do Clash aqui… =/]
  17. Batalha Final: Rusty Cage, Soundgarden [É isso ai! Música de pegada, com os dois pés no peito pra não dar game over]
  18. Cena de morte: Ghost Rider, Rush [Não sendo a minha cena de morte tá ótimo!]
  19. Música do Funeral: In between, Collective Soul [Pra um enlatado como OC, ou equivalente, é uma ótima música de funeral]
  20. Créditos Finais: Guarda-chuva, Pirigulino Babilake [Sei lá se faz sentido, mas eu gostei do jeito que acabou]

Sei que a lista acabou com créditos finais, mas resolvi mencionar aqui que assim que terminei minha lista começou a tocar Nutshell do Alice in Chains, que também serve de música de encerramento enquanto estão subindo os créditos. Fica aqui como bônus.

PS1: Se você quer saber mais sobre o que é MEME de verdade clique aqui que já é um bom começo.

PS2: Acho que to meio véio pra algumas coisas… achei legal montar a lista, mas depois que terminei me senti tão bobo que acredito que não vou fazer outro parecido.

PS3: Levei mais tempo fazendo esse post do que eu levaria se tivesse feito o outro que eu queria. É como dizem a gente gasta mais tempo evitando fazer alguma coisa do que fazendo.

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Comemorem! Na Espanha, compartilhar está dentro da lei

A Espanha já recebeu diversas olhadas tortas por parte do presidente da França – Nicolas Sarkozy (sim, mais conhecido como o marido baixinho da Carla Bruni), por não entrar na onda de caça aos Piratas. O francês narigudo é como um evangelista corporativo que roda toda a Europa em busca da aprovação de leis como as aprovadas no país dele. As anteriormente liberais Holanda e Suécia caíram, e junto com os dois países, se foi o Mininova, e quase o Pirate Bay.

Mas a Espanha está de pé, como um foco de resistência – tão forte, que muitos usuários de Torrent clamam para que o Pirate Bay se mude para lá. Essa linha liberal, que vai de encontro a um certo endurecimento da maioria dos países com relação às atitudes de internet, ficou mais uma vez clara na decisão do juiz espanhol Raul N. García Orejudo. Ele julgava a ação da SGAE (Sociedad General de Autores y Editores – a APCM local) contra Jesus Guerra, que disponibilizava músicas e vídeos no site dele, que basicamente tinha links para distribuição de arquivos pela rede eDonkey. A SGAE reclamou de abusos de direitos autorais, entrou com um processo… e quebrou a cara, pois o juiz Raul rejeitou o pedido de fechamento do site feito pela SGAE. No entendimento do juiz, redes P2P são somente uma plataforma de distribuição de conteúdo (e são mesmo, que fique claro), e em sua essência, não infringem nenhuma lei.

Agora vem a beleza da decisão: para o juiz não houve crime, pois oferecer links para download, não é equivalente a distribuir aquele material, pois não houve ganhos financeiros. Na fala dele: Portanto, se um indivíduo utiliza redes P2P, como eDonkey e BitTorrent, para obter material com direitos autorais por razões não-lucrativos, o ato é completamente legal. Os macaquinhos da SGAE provavelmente tentarão tirar o rabo do meio das pernas e apelarão da decisão, mas a primeira bordoada certeira já foi dada!

Post originalmente publicado pelo  Nerds Somos Nozes

Link para o post original: http://www.nerdssomosnozes.com/2010/03/comemorem-na-espanha-compartilhar-esta.html

Fullmetal Alchemist | Brotherhood

FMA2

Cinco anos após a exibição de seu último episódio pela TV Japonesa a série Fullmetal Alchemist volta a ser produzida.

A série rebatizada como Fullmetal Alchemist Brotherhood não chega a ser uma sequência da anterior, pelo contrário é uma reedição que irá contar a saga dos irmãos Elric desde o seu início. Mas o que alguns podem estar se perguntando, porque refazer uma série desde o início contando a mesma história? A resposta é simples, NÃO É A MESMA HISTÓRIA… ou pelo menos não é em partes.

O que acontece é que a maioria dos Animes (desenhos japoneses) são derivadas dos mangás e quando faz muito sucesso tornam-se desenhos animados e ai está o problema. Normalmente esses desenhos começam a ser exibidos antes da publicação em mangá chegar ao fim e como o intervalo de exibição entre os episódios é menor que o intervalo de publicação dos mangás os desenhos acabam alcançando o mangá e acabam recorrendo aquele odioso recurso que é quase que uma constante nesses desenhos os pavorosos FILLERS! Os fillers nada mais são que episódios que não fazem parte da história original e na maioria das vezes sequer são escritos pelo próprio autor.

full-metal-alchemistNo caso de Fullmetal Alchemist a continuação dada ao desenho do momento que alcançou o mangá em diante não ficou ruim, mas quem acompanhava a série notou que havia uma grande diferença entre a história publicada e a história produzida como anime. Como resultado temos agora uma nova versão da série só que muito mais fiel aos acontecimentos e cronologia do mangá e quanto à história anteriormente produzida fica como uma versão alternativa da original.

Agora voltando a falar de Fullmetal Alchemist Brotherhood, vale a pena assistir? CARAMBA, Ô SE VALE! A série está sendo produzida pelo mesmo estúdio que fez a primeira, são os mesmos dubladores, o mesmo traço e conta com todos os recursos modernos para a produção dessa nova série, o resultado é um desenho mais bonito e que já vai ao ar em formato HD.

Quanto a quem assistiu a primeira versão da série não se enganem acreditando que não vale a pena assistir, dá pra perceber que houve essa preocupação. Os primeiros episódios são muito familiares aos da série anterior, mas por outro lado são muito mais ágeis e objetivos, então o que antes acontecia em três ou quatro episódios agora acontece num ritmo alucinante em apenas um, o que acaba prendendo nossa atenção.

Fullmetal Alchemist é uma série impar, repleta de humor, uma ótima densidade psicológica, drama, ação e aventura e que ainda reserva um espaço (um espaço e tanto diga-se de passagem) para a reflexão de nossos valores como pessoas e como sociedade e isso fez da série um dos melhores animes já produzidos de todos os tempos.

Se você tiver se interessado é possível baixar os episódios pela internet, eu recomendo o Alchemist Project que disponibiliza a série em vários formatos de vídeo e também disponibiliza as duas versões. Caso queria baixar direto de algum fansub dê preferência ao pessoal da Punch Fansub, que fazem um excelente trabalho.

Não se esqueça! Animes de fansub são feitos de fãs para fãs, por isso NÃO COMPREM, NÃO VENDAM E NÃO ALUGUEM ESSES ANIMES!

Abaixo a primeira abertura do anime.

Gostou da música? Faça o download da versão completa aqui.

PS: A série em mangá ainda está sendo produzida e no Brasil é publicada pela editora JBC.

Você sabia? Convergência de mídia e o rítmo das mudanças

Did-you-know-4.0

Aconteceu nos dias 20 e 21 de outubro, desse ano, o terceiro Media Convergence Forum em Nova Iorque. O fórum organizado pela respeitada revista inglesa The Economist tinha como intenção trazer a discussão sobre o surgimento de novas tecnologias e inovações de mídia e como essas novidades vem alterando o mercado e os hábitos.

Como estratégia de divulgação do evento e repetindo o sucesso dos anos anteriores foi desenvolvido um vídeo de apresentação, produzido pela Shift Happens (não confundam com a expressão “Shit Happens”), com informações surpreendentes sobre o impacto e a convergência dessa “nova forma” de comunicação.

Bem e qual meu papel nisso? NENHUM! Ou quase…

Já faz um tempo que vi esse vídeo e achei fascinante, como é um vídeo todo em inglês e as vezes eu gosto de me ocupar com coisas que eu não sei fazer eu resolvi tentar traduzir o vídeo, criar as legendas, sincroniza-las e embuti-las num novo vídeo e foi o que fiz. Abaixo o mesmo texto que escrevi na descrição do vídeo no YouTube sobre as legendas:

Essa foi a primeira vez que fiz esse trabalho de traduzir e colocar legendas num vídeo. Normalmente temos o hábito de procurar algo pronto na internet, mas as vezes nos esquecemos que esse “algo pronto” deu um baita trabalho pra muita gente e as vezes é necessário que nós mesmos coloquemos a mão na massa ao invés de esperarmos que caia do céu aquilo que procuramos.
Reconheço que não está tão bom assim, procurei traduzir de uma forma que seria de fácil entendimento a todos e me preocupei em deixar o texto o mais literal possível em algumas situações. Quanto a sincronização fiz o possível para respeitar os padrões brasileiros referentes a tempo e quantidade de caracteres por linha. Ainda assim acredito que o trabalho está no mínimo razoável.

Vejam o vídeo abaixo é realmente muito interessante, mas uma recomendação antes, procurem vê-lo em tela cheia ou direto no YouTube porque a legenda aparece maior.

Para ver o vídeo sem legenda clique aqui.

Para ver as versões anteriores clique nos links correspondentes: