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Archive for the ‘Desabafo’ Category

Eu cansei

Hoje estou aqui para fazer uma confissão, ou melhor, talvez um desabafo para você, afinal estamos juntos há tanto tempo.

Durante muitas vezes me senti usado, mal tratado e mal interpretado. Você diz que eu tenho pressa e fico sempre correndo quando o assunto é você.

Você diz que me tem pouco, mas poucas vezes repara que estou sempre presente. Você diz que eu não te dou atenção, mas na verdade é você que não me dá à mínima.

Você reclama que quando precisa de mim não estou a sua disposição, mas na verdade nunca deu valor quando eu estava à toa.

Hoje eu cansei. Passei para dizer que na verdade eu não sou o único errado dessa história.

Estou sempre aqui e sempre à disposição, mas você não me valoriza. Só lembra de mim quando fica doente ou está todo enrolado com as suas coisas de trabalho.

Sou muito democrático e simplesmente gosto de seguir as coisas que você determina. Então sou simplesmente um reflexo de suas próprias atitudes.

Eu não reclamo, mesmo quando você coloca coisas que não tem nada a ver, que fazem mal ou que não trazem nenhum tipo de resultado ao nosso relacionamento.

Estou aqui para você lembrar, que nós podemos ter um relacionamento melhor, mais estável, mais alegre e equilibrado. Afinal é simplesmente isso que eu quero. Você é a pessoa que escolhi para viver até o fim dos dias e isso nunca ninguém poderá mudar.

Estou aqui para te perdoar e ser perdoado, pois ainda temos uma jornada juntos e podemos fazer sempre um novo começo, mesmo sem mudar o nosso passado.

Estou aqui para você entender que cansei de ser apenas seu tempo. Queria ser a sua vida. Mas essa é uma decisão que apenas você poderá tomar.

Eu me chamo tempo. Mas você pode me chamar de família, relógio, trabalho, descanso, lazer ou qualquer outra coisa.

Vamos fazer as pazes?

Viva seu tempo com muita sabedoria!

Christian Barbosa
(em um dia inspirado)
www.maistempo.com.br

Texto de Christian Barbosa originalmente publicado no seguinte endereço: http://blog.maistempo.com.br/2010/06/24/eu-cansei

A importância de tirar o pé…

Com a correria da nossa vida moderna o tempo acabou por se tornar o recurso mais escasso que temos, seja no pessoal como no profissional. Trabalhamos e vivemos debaixo de um chicote, na maioria das vezes autoimposto, de prazos, resultados, compromissos e que em alguns momentos nos desesperamos e acreditamos que se formos mais rápidos, se formos mais exigentes, se dermos 120% do nosso empenho o tempo todo conseguiremos fazer tudo. E eis que acontece exatamente o contrário, acabamos não conseguindo fazer é nada.

Parece meio óbvio pra alguns dizer uma coisa dessas, até pra mim também parece, mas eu acredito que a maioria dos erros que cometemos às vezes é por pura burrice mesmo, porque a gente sabe o que é o certo, mas às vezes insistimos em fazer o errado e há alguns dias eu me vi novamente reaprendendo essa velha lição. Não vou entrar em detalhes porque assim acredito que fica mais fácil pra qualquer um projetar esse exemplo em suas próprias experiências, mas o que aconteceu foi o seguinte. Não sei se por ter traçado um objetivo muito difícil a ser alcançado e ver o tempo se esgotar eu (que já vinha trabalhando no limite) achei por bem tentar puxar um pouco mais o meu ritmo dando bem mais do que eu seria capaz de suportar, o resultado foi simples, não consegui trabalhar no ritmo que eu me propus e ainda pior passei a não render o que eu já estava rendendo e acabei me desgastando muito mais pra produzir muito, mas muito menos. Resultado perdi o dia que eu quis fazer além da conta e o dia seguinte que eu tive que tentar me recuperar já estando desgastado por conta do dia anterior.

Acredito que todos nós já tivemos dias assim, mas às vezes temos que passar novamente por situações como essa pra não nos esquecermos da importância das velhas lições. O irônico nessa situação é que eu lembro que alguns anos atrás, vendo uma grande amiga minha tão afobada com seu trabalho, seus compromissos, resultados e prazos, eu acabai (depois de muitas conversas) resolvendo fazer um agrado pra ela e dei aquele livrinho A essencial arte de parar. Não sei se o livro é bom, mas a mensagem era clara, e de repente eu, tantos anos depois me vejo numa situação similar a dela. É mais ou menos como diziam nossos pais… “língua fala língua paga“.

Como é dito naquela historinha bem conhecida do pessoal da qualidade “às vezes é importante parar de trabalhar para poder afiar as facas”. Então se de repente você estiver indo rápido demais e não estiver sendo capaz de ver os resultados na forma como espera, faça essa experiência, experimente tirar o pé, ir mais devagar, parar se for o caso, e analise e avalie seus processos e se pra que você possa continuar você perceba que é necessário parar não tenha dúvida, simplesmente pare.

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Um pouco sobre o amor…

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Hoje é um dia muito especial pra alguém muito próxima de mim, hoje é o dia de seu casamento e eu tive a honra de ser convidado como um de seus padrinhos.

Eu admito que tive certa hesitação em aceitar esse pedido dada a responsabilidade que vejo que tem um padrinho de casamento (os melhores presentes? Não…), mas como eu não poderia aceitar um pedido como esse, poder participar de um dos dias mais importantes da vida dessa pessoa.

Como eu disse a ela o padrinho tem significado de testemunha, ele está ali para testemunhar a união do casal. Mas como tenho uma visão bem particular desse assunto eu gosto de ir um pouco além, pra mim o padrinho é a testemunha não só da união do casal, mas é a testemunha do amor que existe entre eles.

84406330Testemunhamos uma forma de amor diferente de tantas outras formas que existe, não é aquele amor que se sustenta apenas do amor e que com o tempo se consome por completo como o fogo que queima até não ter mais nada para queimar. Não é aquele amor de contos de fadas ou cinematográfico no qual sempre projetamos o relacionamento ideal com a pessoa ideal (o príncipe encantado ou a mulher perfeita), essa forma lúdica e por vezes até infantil é incompatível com essa forma de amor. Esse é um amor real, concreto, palpável, que admite que a outra pessoa possua defeitos, possua diferenças e que existam divergências de opiniões, mas que se sustenta porque é um amor com o propósito de construir algo junto, algo novo, algo maior que ele próprio.

Casamento vem de Casa que é o mesmo que um lar, que família, que é e sempre será o nosso porto seguro e testemunhar o casamento de alguém é assumir que ambos possuem o amor e a disposição para construírem algo juntos e que perdure além do próprio casamento.

Posso não ter colocado da melhor forma possível, mas é nisso que eu gosto de acreditar e é por isso que eu torço não só para eles, mas pra todos que tem esse propósito, essa disposição e esse comprometimento.

 

Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.

E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.

E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.

O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.

Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;

Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;

Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;

Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos;

Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado.

Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.

Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.

Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.

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E que sejam felizes para sempre…

PS: Não sou religioso, mas gosto dessa passagem.

PS do ps: Tá, eu admito fui cafona sim rs.

¶ Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.
2 E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.
3 E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.
4 ¶ O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.
5 Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;
6 Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
7 Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
8 ¶ O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;
9 Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos;
10 Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado.
11 Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.
12 Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.
13 Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.

À um ausente

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Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.
Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enloqueceu, enloquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?
Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.
Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste.

Carlos Drummond de Andrade

Amizades que vem e que vão…

Embora eu não seja um velho posso dizer com propriedade que conheci várias pessoas diferentes em minha vida e algumas delas se tornaram muito importantes pra mim a ponto de que em algum momento eu cheguei a acreditar, daquela forma bem infantil e lúdica, que aquilo iria durar para sempre. Mas o tempo passa e em algum momento todos nós lidamos com o fato que nada é para sempre, que tudo acaba, e como tudo que existe nessa vida mesmo essas grandes amizades também chegam ao fim.

Então o contato diminui, o assunto também, de repente toda aquela afinidade começa a desaparecer tornando visível apenas as diferenças que temos e pouco a pouco aquele rosto amigo parece se tornar um total desconhecido. Nesse ponto muitas pessoas tendem a ficar magoadas, ressentidas, e quando damos por si estamos nos perguntando  – “Como é que ela pode ter mudado tanto?” ou – “Como ela pode ter me esquecido desse jeito?”.

O fato é que ficamos tão preocupados com o que aconteceu com a outra pessoa que esquecemos que nós também mudamos. Temos o hábito de dizer “poxa você sumiu”, mas esquecemos que as vezes fomos nós que não nos fizemos presentes e percebemos que todos os telefonemas, cartas, e-mails, sms, etc, eram feitas pela dita pessoa “sumida”. Acusamos os outros de não terem tempo pra nós e as vezes não vemos que nós também não tivemos tempo pra elas com nossas mudanças de emprego, de cidade, faculdade, pós-graduação, TCC, sem esquecer é claro namoro, noivado e afins. As vezes temos dificuldade de enxergar o óbvio, que a vida é cheia de encontros e desencontros e que esses caminhos que se cruzam ou deixam de se cruzar é apenas a vida acontecendo.

Particularmente eu prefiro ver todas essas mudanças da forma mais positiva possível. Ao invés de ficar me lamentando pela amizade que eu “perdi” eu prefiro agradecer pelo fato de ter tido minha vida tocada por essas pessoas que foram tão especiais pra mim. Até porque de repente esses mesmos caminhos que deixaram de se cruzar podem voltar a se encontrar e mesmo sabendo que nada será como antes é muito bom quando a gente sente que aquele mesmo carinho que havia no início continua lá. E é isso que conta porque é esse carinho que permite que essa mesma amizade, mesmo depois da ação implacável do tempo, se renove e se transforme sempre.

Por isso se de repente você estiver andando por ai e ver do outro lado da rua aquela pessoa que você um dia já chamou de AMIGO e hoje parece não mais te reconhecer, parece ter esquecido de você, experimente então atravessar a rua e dizer um oi. Talvez ela esteja pensando exatamente a mesma coisa de você e um simples “Oi” pode ser o pretexto pra renovar essa amizade, mas tenha certeza que mesmo não sendo nunca mais o que foi um dia nada impede seja algo novo e cheio de felicidade. Mas se isso não acontecer não se arrependa, pelo menos você pode ter a certeza que o que passou foi o suficiente pra ter valido a pena.

Lucky – Colbie Caillat & Jason Mraz


 

PS: A idéia para esse post me veio depois de conversar com alguém muito especial, alguém que já fiz sorrir, que já vi chorar, alguém que ficava feliz ao me ouvir cantar desafinadamente , que me ensinou o que é um abraço de verdade e que já chegou a pedir que nada, nem ninguém, nem mesmo o tempo nos distanciasse. Tivemos nossos momentos, como tudo aquilo que é um momento… passou, mas hoje, mesmo diferente, mantemos o mesmo carinho, o mesmo querer bem um ao outro que tivemos e isso me deixa muito feliz, feliz pelo que já foi e feliz pelo que ainda existe.

Agora o que isso tem a ver com a musiquinha ai em cima? Oras… NADA! Ela foi apenas o pretexto pra uma nova conversa… e pra esse post.

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PS2: Removi o vídeo porque ele ficou fora do ar

PARABÉNS TIMÃO! Corinthians 99 anos

99_anos_002_350O primeiro post do mês de Setembro não poderia ser outro senão esse, uma singela homenagem ao meu time do coração que hoje, 1º de setembro de 2009, completa 99 anos de existência, existência essa repleta de glórias, conquistas, sofrimento, angústia, mas acima de tudo de muito amor e alegria.

O Corinthians conhecido como time do povo tem uma torcida estimada em 25 milhões, a maioria concentrada dentro do estado São Paulo. Fundado por operários o Corinthians foi o primeiro clube de São Paulo a abrir as portas para as pessoas mais humildes, fato esse que tornou o clube desde a sua fundação um clube popular. Isso às vezes serve de motivo de chacota por parte de torcedores de outros clubes, mas nós não nos envergonhamos disso e temos é orgulho das nossas origens, por isso mesmo a torcida tem um grito de guerra que também ficou famoso “CORINTHIANO, MALOUQUEIRO E SOFREDOR GRAÇAS A DEUS”. O rol de famosos que são torcedores do Corinthians é bem extenso passando por nomes como Airton Senna, Heródoto Barbeiro, Toquinho, Ziraldo, Rubens Barrichello, Sabrina Sato, Hortência (rainha do basquete), Antônio Fagundes, Gabriela Duarte, Luciano Huck, Marília Gabriela, Serginho Groisman, Washington Olivetto, Antônio Ermírio de Moraes, o próprio presidente Lula é corinthiano, além de tantos outros que não caberiam aqui.

Então é isso, por tudo que o Corinthians foi e por tudo que ele é esse dia não poderia passar em branco e a partir desse dia em diante todo dia 1º de setembro será conhecido como Dia do Corinthians, porque o que faz do nosso clube tão grande somos nós torcedores.

Vista a sua camisa e vá as ruas, comemore O NOSSO DIA!

PARABÉNS TIMÃO!

Pra ver outro ótimo vídeo que vale muito a pena clique aqui.

Para ouvir os gritos da torcida ouça logo abaixo

Loucos por ti Corinthians
Corinthians minha vida

23 anos em 7 segundos: Uma história sobre futebol

Timao77poster Mais uma vez estou aqui pra falar de uma de minhas paixões, O CORINTHIANS, tomando como pretexto o documentário sobre futebol “23 anos em 7 segundos” que trata do fim do jejum corinthiano de 23 anos sem títulos. Pra quem estranhou o fato de eu ter colocado a expressão “documentário sobre futebol” ao invés de “documentário sobre o Corinthians” a razão é uma só, esse filme foi feito pra todos os corinthianos, é lógico, mas também foi feito pra todos aqueles que gostam de futebol. Mais do que uma história do Corinthians esse filme é uma história sobre futebol, ele traz depoimentos de jogadores que fizeram parte desse momento, não só do Corinthians, mas também da Ponte Preta com quem o foi disputada a final do campeonato paulista daquele ano, traz o depoimento de jornalistas e corinthianos famosos e é claro conta com a presença de ilustres desconhecidos da torcida que vivenciaram aquela época. O filme tem seu mérito por nos remeter a uma época em que o futebol ainda não era esse mercado milionário que é hoje, nos mostra o trabalho daqueles que fazem parte dos bastidores do futebol (preparadores físicos, comissão técnica, etc), uma época em que os estádios eram repletos de pessoas comuns (senhoras, pais de família, crianças) e não só de torcida organizada como é hoje e principalmente nos traz uma época em que os jogadores que faziam parte de um clube jogavam pela paixão que tinham por defender aquele escudo e não apenas pelo dinheiro ou fama.

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O que mais eu posso dizer sobre o filme? Não sei, só sei que vale a pena e mesmo não tendo vivido essa época só posso dizer que é um relato emocionante de nossa história. De uma forma ou de outra tudo que nós somos hoje (corinthianos dos anos 80 em diante) se deve principalmente à essas pessoas, à esses HERÓIS!