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Livro: Comédias para se ler na escola, de Luis Fernando Verissimo

“Para gostar de ler, eis a sugestão: textos curtos, fáceis, divertidos, escritos numa linguagem clara e parecida com a que a gente fala todo dia. Assim recomenda Ana Maria Machado. Assim são os textos de Luis Fernando Verissimo.

Com a experiência de quem já publicou 105 livros, para adultos e crianças, Ana Maria Machado examinou a obra de Veríssimo sob o ponto de vista do leitor jovem. O que ele busca? Por que nem sempre se apaixona por um livro? Do que precisa para, finalmente, incorporar o hábito da leitura ao seu cotidiano?

Ana encontrou respostas sedutoras no texto de Verissimo. Capaz de falar sobre qualquer assunto e a qualquer pretexto, o escritor revela suas obseções, mergulha em lembranças solitárias de infâncias e adolescências, preocupa-se com o social e ético – encontrando sempre uma maneira nova de fazer isso, como se nunca tivesse feito antes.

A originalidade e o humor de Verissimo funcionam, desta forma, como o melhor antídoto para quem não gosta de ler – ou melhor, para quem ainda não descobriu o prazer, a aventura, que um livro pode proporcionar.”

Já há alguns anos uma pessoa indicou pra que eu lesse este livro. Fazia já algum tempo que dedicava minha leitura quase que exclusivamente a livros de nível técnico, e quando terminei (ou estava chegando ao fim) a minha graduação que eu percebi o quanto uma leitura diferente estava fazendo falta. Daí por diante retomei pouco a pouco o meu hábito regular pela leitura que não fosse voltada apenas à minha área acadêmica e profissional. Passei, então, a ler livros mais descontraídos, os clássicos, títulos contemporâneos de diversos gêneros, e, como nem tudo são flores, alguns títulos que foram uma total perda de tempo. Por alguma razão que não sei explicar acabou que eu não havia lido Comédias para se ler na escola, não havia lido, pelo menos, até agora.

“Depois de ler este livro, duvido que algum jovem ainda seja capaz de dizer, sinceramente, que não curte ler”.

Ana Maria Machado

Comédia para se ler na escola tem o nobre objetivo de servir como instrumento para a iniciação de jovens leitores que ainda não descobriram o apreço pela leitura. O livro é uma antologia de crônicas, escritas ao longo dos anos por Verissimo, reunidas e apresentadas pela também escritora Ana Maria Machado. Só a apresentação do livro já vale a leitura, nela, Ana Maria Machado, faz uma breve reflexão sobre de onde vem o nosso gosto pela leitura (como somos introduzidos à leitura) e como se faz novos leitores, principalmente entre aqueles que “dizem” não gostar de ler. A receita, segundo ela, é “textos curtos, fáceis, divertidos, escritos numa linguagem clara e parecida com a que a gente fala todo dia”. Todas essas características fazem parte dos textos de Luis Fernando Verissimo e seus textos estão divididos aqui em seis categorias diferentes: equívocos, outros tempos, de olho na linguagem, fábulas, falando sério e exercícios de estilo.

Enquanto lia o livro eu pude me divertir bastante, primeiro pela abertura proporcionada pela Ana Maria Machado que, como disse anteriormente, já vale a leitura. Não bastasse isso eu sou um fã de Luis Fernando Verissimo. Embora nunca tenha lido um livro seu eu li várias de suas crônicas através dos jornais (mantive assinatura dos principais jornais durante minha adolescência), e além de suas crônicas eu gostava muito de seu trabalho como cartunista. Ainda me aproveitando do meu momento nostalgia eu lembro de uma vez, quando ainda estava no colegial, no qual eu e alguns amigos mais chegados “brincávamos” com o tema de uma de suas crônicas, Defenestração, que faz parte desse livro. Outro ponto que eu gostei muito foi perceber que cada crônica foi escrita num momento diferente da história do Brasil, vemos textos que foram escritos durante o governo do Sarney, Collor, Fernando Henrique, temos também citações a escândalos e a personagens de épocas diferentes, e, como disse, me divirto muito contextualizando suas crônicas com o momento no qual elas devem ter sido escritas.

Ler esse livro pra mim foi um deleite, e depois de tanto tempo se eu pudesse dizer alguma coisa à pessoa que indicou pra mim essa leitura seria: – Muito obrigado, você tinha razão, era a leitura que eu estava precisando há muito tempo.

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