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Filme: Sempre ao seu lado

Sinopse:

Parker Wilson (Richard Gere) é um professor universitário que, ao retornar do trabalho, encontra na estação de trem um filhote de cachorro da raça akita, conhecido por sua lealdade. Sem ter como deixá-lo na estação, Parker o leva para casa mesmo sabendo que Cate (Joan Allen), sua esposa, é contra a presença de um cachorro. Aos poucos Parker se afeiçoa ao filhote, que tem o nome Hachi escrito na coleira, em japonês. Cate cede e aceita sua permanência. Hachi cresce e passa a acompanhar Parker até a estação de trem, retornando ao local no horário em que o professor está de volta. Até que um acontecimento inesperado altera sua vida.

Opinião:

Acredito que a primeira coisa a ser dita sobre esse filme, antes de dizer que trata-se de uma história real, é que ele em sua essência é cativante. Não é um filme formidável, não é uma obra prima extraordinária, acho que nem é isso que o filme procura ser, mas é um filme capaz de emocionar pelas suas sutilezas e sensibilidade. O filme é uma adaptação não somente da história real de um cão que espera o seu dono, já falecido, durante 9 anos numa estação de trem, mas é também a adaptação de um filme homônimo lançado no Japão em 1989. Lógico que adaptações devem ter sido feitas e novos elementos inseridos nesse novo filme que não havia na versão original japonesa, mas acredito que isso não tira o brilho do filme. Comparações com o filme Marley e Eu são inevitáveis, mas são filmes bem diferentes, tanto no formato quanto no propósito do filme. No primeiro vemos como a vida de uma pessoa, no caso o personagem principal o jornalista John Grogan, tem sua vida alterada após a aquisição de um cachorro e como isso se reflete em sua vida; já em Sempre ao seu lado o filme nos convida a fazer uma reflexão sobre a forma como nos guiamos os nossos relacionamentos através do modelo de amizade e lealdade que vemos entre Hachi e seu dono. É interessante ver também a forma como o relacionamento dos dois também repercute entre as pessoas que os cercam. Um ponto importante é que aqui Hachi é o personagem principal e Richard Gere, Joan Allen e os outros são meros coadjuvantes, tanto que em diversos momentos o filme mostrar a visão de mundo a partir do cão, tendo o seu momento máximo justamente no final do filme. O filme acerta por ter como base apenas elementos da vida cotidiana e não recorrer à formulas baratas de humor. Vale destacar também que todas as cenas são muito bem amarradas pela trilha sonora que tem um papel fundamental no filme, toda feita em piano que remete ao professor Parker (Richard Gere) o tocando. Sempre ao seu lado é um filme cativante, sensível e envolvente que merece ser visto por todas as pessoas.

Avaliação:

Daqui pra frente não se trata mais da minha avaliação direta do filme, logo isso não complementa minha critica ao filme, mas acho que serve pra ilustrar um pouco a visão de uma pessoa que se sensibilizou com o filme e que como eu muitos se identificaram com alguns momentos do filme. Quem não tem cachorro talvez não entenda os motivos que levam algumas pessoas a se emocionarem com filmes desse tipo, ou mesmo a atitude do cão; talvez, há alguns anos atrás, eu também me enquadraria no perfil dessas pessoas, mas meu cachorro foi meu principal fator de mudança. Nunca criei cães, nunca dediquei meu tempo e afeto pra isso, bonitinho eram os dos outros e a uma boa distância de mim, mas desde que meu cachorro passou a fazer parte da minha família isso mudou e muito. Todo veterinários diz que não devemos humanizar os cães, mas eu penso que são os cães na maior parte das vezes que nos humanizam. Meu cachorro não é burro, o tenho desde filhote, três meses eu acho, e sei que ele sabe que eu não sou como ele, sabe que sou diferente, o que eu falo ele não é capaz de entender e vice-versa, mas isso pra ele não importa porque ele me ama e me admira do mesmo jeito. Enquanto estive na faculdade meu cachorro sempre me esperava deitado de frente ao portão até que eu chegasse, o mesmo acontecia aos finais de semana ou outros dias da semana em que voltava mais tarde, poderia ser 2h, 3h, 4h ou 5h, ele sempre estava lá e não voltava pra dentro até que alguém o chamasse ou que eu e meu irmão chegássemos. Uma vez passei uma semana fora de casa e durante essa uma semana minha mãe dizia que ele ficou me esperando sempre à noite, como se eu ainda estivesse na faculdade. Agora digam pra mim, como não retribuir a um carinho e a uma dedicação dessas? É uma lição que às vezes só um cão é capaz de nos ensinar que não importa o lugar, não importa o tempo, não importa o que tenha acontecido, sempre devemos estar prontos para receber a quem amamos e de alguma forma olharmos sempre por elas.

Estátua de Hachiko em Shibuya

Para saber mais sobre Hachiko clique aqui.

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  1. 02/05/2010 às 21:00

    Olha assistir o filme e adorei… Teve um texto que me chamou atenção. Mas não consigo achá-lo. Será ue pode me ajudar? Quando o personagem o dono do cachorro é enterrado o seu amigo ler em seu enterro um texto que fala sobre a alma. Gostei do textos e gostaria de saber se você pode me ajudar a encontrá-lo.

    Vou descrever uma parte do texto:

    Quem pode ser maior que o próprio homem?
    Eu disse: que a alma não é mais que o corpo e nem o corpo mais que alma. E nada e nem Deus é maior para alguém que a própria pessoa…

    Me ajude a achar esse texto. Ele é fascinante e quero levar para debate em sala de aula com meus alunos.

    Obrigado!

    • 25/06/2013 às 18:13

      “Eu disse que a alma não é mais do que o corpo, e eu disse que o corpo não é mais do que a alma, e nada, nem Deus é maior para alguém do que a própria pessoa. Ouço e vejo Deus em cada objeto, no entanto não entendo nada de Deus, nem entendo do que pode ser mais poderoso que eu mesmo, vejo Deus no rosto dos homens e das mulheres e no meu próprio rosto no espelho, vejo cartas de Deus caídas na rua, com assinatura de todos em nome de Deus, e as deixo onde estão, porque sei que para onde quer quer eu vá, outros chegarão pontualmente, para sempre e sempre.”
      Diogo, é este o texto (:

      • Mônica Regina de Moraes Campos
        07/06/2016 às 17:25

        Hoje revendo o filme busquei o texto. Feliz de achá-lo aqui! Obrigada!

    • Cláudia Santos
      25/06/2013 às 19:47

      Eu disse que a alma não é mais do que o corpo, e eu disse que o corpo não é mais do que a alma, e nada, nem Deus é maior para alguém do que a própria pessoa. Ouço e vejo Deus em cada objeto, no entanto não entendo nada de Deus, nem entendo do que pode ser mais poderoso que eu mesmo, vejo Deus no rosto dos homens e das mulheres e no meu próprio rosto no espelho, vejo cartas de Deus caídas na rua, com assinatura de todos em nome de Deus, e as deixo onde estão, porque sei que para onde quer quer eu vá, outros chegarão pontualmente, para sempre e sempre.

  2. Telma
    25/01/2011 às 00:10

    Um lindo filme que me emocionou demais me encanta a lealdade e um amor incondiçional de um animal p com seu dono ou melhor p com seu amigo e que nem todos os humanos possuem essa lealdade que não tem preço por isso amo os animais principalmente o Cão que p mim é o animal mais leal,fiel e dedicado e eles não possuem inteligencia mais possui um sentimento universal o Amor.Parabéns !

  3. ana
    24/08/2011 às 15:23

    é um filme lindo que emosona todos que assisti esse filme.eu assisti aprovei.é real,é de lealdade

  4. ana
    24/08/2011 às 15:28

    Parker Wilson (Richard Gere) é um professor universitário que, ao retornar do trabalho, encontra na estação de trem um filhote de cachorro da raça akita, conhecido por sua lealdade. Sem ter como deixá-lo na estação, Parker o leva para casa mesmo sabendo que Cate (Joan Allen), sua esposa, é contra a presença de um cachorro. Aos poucos Parker se afeiçoa ao filhote, que tem o nome Hachi escrito na coleira, em japonês. Cate cede e aceita sua permanência. Hachi cresce e passa a acompanhar Parker até a estação de trem, retornando ao local no horário em que o professor está de volta. Até que um acontecimento inesperado altera sua vida.

  5. 19/09/2011 às 02:48

    Roberto Andrade :
    Você captou muito bem a essência do filme, principalmente quando coloca o seu ponto de vista na segunda parte do texto. Já ouvi gente dizer que tratar um cão como membro da familia é bobagem. Eu discordo, ao meu ver, são eles que nos adotam como familia, eles nos fazem ser parte de suas vidas e fazem isso com tanta intensidade e amor que não somos capazes de entender. São em momentos como esses que percebo o real significado de “Lealdade” e “Incondicional”. Meus cães, quem diria, me viram desde o meu primeiro passo, meu primeiro tombo, minha primeira noitada, sempre estiveram lá, um casal, e mesmo depois de já terem partido a mais de 10 anos eu ainda sinto que um pedaço de min se perdeu no meio do caminho.
    Belo texto, excelente critica.

    • icekilmer
      19/09/2011 às 19:35

      Obrigado pelos elogios, embora eu já tenha pensando diferente acho que só quem teve um privilégio de cultivar uma amizade desse tipo é que é capaz de entender.
      Muito obrigado pelos comentários que esses sim enriquecem o texto.

  6. 02/10/2011 às 10:07

    Adoro esse filme é muito bom

  7. Maria Anunciada
    15/12/2011 às 22:02

    Foi uma história linda, onde prova que cachorro é o melhor amigo do homem.

  8. renata
    24/01/2012 às 18:06

    nossa eu fiquei emocionada com esse filme ele e muito bom serve de licao pra nossas vidas saber oque fazeremos com um cao q achamos na rua nosssssaa e da hora esse filme…..

    • icekilmer
      26/01/2012 às 20:11

      O filme é realmente muito bom. Obrigado pela visita Renata.

  9. Alexandre Magno
    26/01/2013 às 19:01

    o filme é fantástico… mas se vc tem um cão, é diferente como vc vê o filme. De fato, concordo com quem escreveu que é cão que te adota como membro da família dele… ser recebido com por um cão, fazendo festa pela tuaq chegada, não há como descrever essa sensação. Não é um sentimento que outyro ser humano possa te passar.

  10. 15/04/2013 às 01:37

    amo esse filme toda vez que vejo choro e choro muito!

  11. raiani
    22/11/2013 às 15:09

    olha eu amei o filme… chorei muito quando acabei de ver, nao conseguia parar um minuto. mesmo bebendo um pouco de agua nao conseguia parar de chorar… é muito emocionante e lindo. hatchi e um cachorro lindo. eu tenho uma cachorra que se chama mel e eu amo muito, e espero que ela fique SEMPRE AO MEU LADO e eu ficarei do LADO DELA…

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