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Archive for abril \23\UTC 2010

Star Wars Uncut – Uma ideia genial

Recentemente temos sido assombrados pela possibilidade, ou melhor, pela certeza de vários remakes e reboots no cinema. A razão de tudo isso é fazer com que os estúdios ganhem mais dinheiro sem fazer tanto esforço, mas isso a gente deixa pra falar num outro dia e momento, pois agora eu vou falar sobre um remake que no mínimo acertou em cheio.

Star Wars Uncut é uma refilmagem do primeiro filme da série Guerra nas Estrelas (Episódio IV – Uma nova esperança), no entanto essa refilmagem não é promovida por nenhum grande estúdio não, mas sim por qualquer pessoa que quisesse participar. Não entendeu? Vou tentar explicar melhor. O filme foi dividido em várias partes e qualquer pessoa poderia gravar essa parte do filme do jeito que achasse melhor, a restrição é que a cena deveria ser como foi no filme e que deveria ter exatamente 15 segundos. ISSO MESMO, 15 SEGUNDOS! O resultado é o mesmo filme que muita gente viu (em épocas distintas, tudo bem) só que refilmado pelos fãs da série como se fosse uma imensa colcha de retalhos.

Ao que tudo indica o filme já foi finalizado e contou com a participação de mais de 472 pessoas, mas até o momento não sabemos se vão fazer um DVD, disponibilizar o filme para download ou se o site vai continuar mantendo a mesma estrutura permitindo aos visitantes acessar o conteúdo separadamente. Ainda assim acredito que uma compilação de todas as cenas deverá ser produzida em breve e com certeza nos divertiremos muito com o resultado final.

A seguir fica a cena da fuga que acontece no filme.

Para ver o trailer do filme clique aqui.

PS: Quem sabe se no futuro houver a filmagem de “O império contra-ataca” eu não posso enviar meu video também… 😉

Hora do Planeta 2010. Você apagou as luzes, e agora?

Sábado dia 27 de março aconteceu novamente o evento conhecido como A Hora do Planeta, que consiste em apagar as luzes durante uma hora a partir das 20:30. Esse evento, criado e organizado pela WWF, teve sua primeira edição no ano de 2007 em Sidney na Austrália e a cada ano vem tendo a adesão de novas cidades e países. O Brasil teve sua primeira participação no evento em 2009 e vários monumentos históricos e várias cidades seguiram a risca a proposta de manter apagadas as luzes por uma hora. E nesse ano, 2010, acreditasse que houve uma adesão de aproximadamente 1 bilhão de pessoas.

Nesse ponto algumas pessoas se perguntam “De que vale tudo isso?” ou afirmam enfaticamente “Isso não serve pra nada”, “Não leva a lugar nenhum”, e em partes estão certos tanto em suas indagações quando em suas afirmações, mas vejam bem, eu escrevi aqui “em partes”. Digo isso porque realmente, mesmo havendo uma enorme adesão ao evento, apagar as luzes num único dia no ano não gera uma redução tão significativa em percentuais dos gases que causam o efeito estufa, porém esse não é o objetivo da campanha, reduzir a emissão de gases num único dia com uma única ação. O objeito da campanha acima de tudo é poder conscientizar a população mundial que se nós queremos mudanças primeiro elas têm que vir de nós mesmos e que nós podemos realizar essas mudanças mesmo sem a presença dos nossos governantes. A recente COP 15 prova isso, embora não tenha sido um fracasso total já que pela primeira vez China e EUA se dispuseram a estabelecer metas para redução da emissão de gases, entre outras coisas, ainda assim ela não representou nem metade do que se esperava. Isso porque nossos representantes, quando tem o poder de decisão e de ação, parecem preferir se omitir a agir com o empenho e com a seriedade necessária.

Pra quem ainda dúvida que pequenas ações são capazes de produzir um impacto significativo no que diz respeito ao problema da emissão de gases que causam o efeito estufa um recente estudo publicado pela Academia de Ciência dos EUA (Outubro de 2009) relaciona 17 medidas que são capazes de reduzir a emissão de gases em 20% ao ano e são medidas possíveis para qualquer um de nós. O que esse estudo nos mostra, principalmente, é que mesmo sem a interferência do poder público podemos atingir grandes resultados apenas com a participação da sociedade. As 17 ações que constam na pesquisa não passam de pequenas mudanças de hábito e pequenas ações como andar com os pneus dos carros calibrados, desligar os equipamentos que ficam em Stand-by quando não estão sendo utilizados, utilizar televisores LCD ou LED ao invés de Plasma ou CRT, dar preferência a eletroeletrônicos e eletrodomésticos que tenham selo de baixo consumo de energia, regular o ar condicionado, etc. Então vamos pensar, se com pequenas ações é possível um resultado desse nível o que seriamos capazes de conseguir se realmente nos empenhássemos e nos comprometêssemos com a questão do aquecimento global? E se tivéssemos uma maior participação do poder público e privado nessas ações? Com certeza os resultados seriam muito melhores e viriam num médio e não num longo prazo.

Independente do quanto cada um pode fazer pra minimizar os efeitos do aquecimento global é lógico que nossos governantes e as instituições privadas não podem se isentar da responsabilidade que possuem. Contudo, cabe a nós darmos os primeiros passos e mostrarmos qual o caminho que deveremos seguir pra que a emissão de gases seja um problema possível de resolver (ou mitigar).

Então, independente se você apagou ou não a luz durante uma hora nesse ano, não espere até o ano que vem pra agir novamente, caso contrário a Hora do Planeta 2010 não terá passado de um Flash Mob global. Temos que nos dedicar a esse assunto diariamente já que ainda temos um ano inteiro pela frente e só precisamos lembrar que são as pequenas ações realizadas em conjunto que são capazes que prover um grande resultado.

PS: Clique aqui e tenha acesso à pesquisa completa em formato PDF (texto em inglês)

Meme da trilha sonora

Pois bem… eu estava com uma preguiça muito grande pra começar o outro post que eu iria colocar no ar hoje, então mudei de ideia e resolvi colocar outra coisa. Algo mais automático, mais descontraído… e que eu não precise revisar antes de postar (já disse, estou com preguiça).

Então resolvi colocar aqui um MEME de Trilha Sonora. Então a pergunta que fica é… Que porra diabos é um MEME?

Então, eu juro que não sabia, já ouvi falar muito, mas sempre achei uma bobagem (confesso que ainda acho =/) e pesquisei na internet e descobri, mais ou menos, como funciona. É assim, alguém em algum site tem uma lista ou alguma outra coisa que seja possível copiar, alterar e replicar pela web (como uma lista =D). Então alguém vê e faz igual (mas diferente ) e então ele passa pra que outra pessoa faça outro igual (e diferente) e assim por diante.

A explicação ficou ruim? FODA-SE Tudo bem, o resumo da ópera é assim, eu vi essa lista no blog de uma amiga minha, a Luma, que fez a dela porque viu no blog da Ana Flávia, que por sua vez viu no blog da May… e assim por ai vai. Resolvi entrar na brincadeira, seguindo as instruções que estão logo ali abaixo junto com minha lista.

Instruções

  1. Abra sua lista de reprodução (iTunes, Winamp, etc)
  2. Coloque em “Ordem Aleatória” (shuffle ou random)
  3. Aperte “Play!”
  4. Pra cada pergunta, coloque a música que estiver tocando.
  5. Quando for pra outra pergunta, mude de música!
  6. Não vale trapacear!

Vamos lá, abri uma playlist com as músicas que tenho ouvido com maior frequência atualmente (6000 músicas) ao invés de abrir todas as minhas músicas. Abrir todas seria simplesmente um exagero, já que tenho músicas demais e também porque eu percebi que com muitas músicas o Random da maioria dos players começa a repetir ou ficar viciadas em algumas poucas pastas muito rapidamente. Então ninguém pode dizer que eu trapaceei.

  1. Créditos de Abertura: Rise from your grave, Megadriver [Comecei bem, detesto dormir e acho que essa música caiu como uma luva]
  2. Ao acordar: Paschendale, Iron Maiden [Hum… bom… tem dias que no trabalho eu já começo me sentindo assim]
  3. Primeiro dia de aula: Open your eyes, Snow Patrol [A primeira parte da música diz “Tudo isto parece estranho e irreal” e só por isso já vale]
  4. Infância: There is a light that’s never goes out, The Smiths [Adoro essa música e ela se encaixa em qualquer momento da minha vida]
  5. Ao se apaixonar: Duck and run, 3 Doors Down [É isso ai, eu meto a cara e não tiro o corpo fora não… e as vezes só me f***]
  6. Colegial: Avalancha, Heroes del Silencio [É… o colegial foi no mínimo uma avalanche, de emoções, de experiências de TUDO! Eu é que sei…]
  7. Formatura: 1º de Julho, Cássia Eller [Hum… em partes… mas acho que nenhuma música representa o que foi viu]
  8. Fim de namoro: Ainda somos iguais, LS Jack [“Nada mudou, ainda somos iguais. E quem não errou? Ainda somos mortais” Caramba, nem lembrava dessa música, mas deu certo]
  9. Depressão: Piece of my heart, Janis Joplin [UH-HU Dá-lhê Janis! Viva o sarcasmo e o cinismo]
  10. Faculdade: Monte Castelo, Legião Urbana [“É um contentamento descontente…” Isso representa bem a minha facul pra mim]
  11. Vida: Mar de gente, O Rappa [“Brindo a casa, brindo a VIDA, meus amores, MINHA FAMILIA”. Até aqui nenhuma se encaixou tão bem como essa]
  12. Música de Batalha: Sometimes I feel like screaming, Deep Purple [A música das batalhas que lutamos e que já começam perdidas]
  13. Na estrada: Brasília, Plebe Rude [Música digna de ouvir na estrada, dirigindo e cantando é lógico. “Rachou, o concreto já rachou”]
  14. Reatando namoro: Things don’t always turn out the way, The Calling [Eu não sou de voltar atrás, mesmo quando deveria, então ta dentro ;)]
  15. Casamento: A hora certa, Columbia [É… quando chegar a hora certa e eu estiver bêbado isso vai acontecer hahaha]
  16. Nascimento do filho: Jimmy Jazz, The Clash [1ª bola fora. Nem sei porque eu tenho essa música do Clash aqui… =/]
  17. Batalha Final: Rusty Cage, Soundgarden [É isso ai! Música de pegada, com os dois pés no peito pra não dar game over]
  18. Cena de morte: Ghost Rider, Rush [Não sendo a minha cena de morte tá ótimo!]
  19. Música do Funeral: In between, Collective Soul [Pra um enlatado como OC, ou equivalente, é uma ótima música de funeral]
  20. Créditos Finais: Guarda-chuva, Pirigulino Babilake [Sei lá se faz sentido, mas eu gostei do jeito que acabou]

Sei que a lista acabou com créditos finais, mas resolvi mencionar aqui que assim que terminei minha lista começou a tocar Nutshell do Alice in Chains, que também serve de música de encerramento enquanto estão subindo os créditos. Fica aqui como bônus.

PS1: Se você quer saber mais sobre o que é MEME de verdade clique aqui que já é um bom começo.

PS2: Acho que to meio véio pra algumas coisas… achei legal montar a lista, mas depois que terminei me senti tão bobo que acredito que não vou fazer outro parecido.

PS3: Levei mais tempo fazendo esse post do que eu levaria se tivesse feito o outro que eu queria. É como dizem a gente gasta mais tempo evitando fazer alguma coisa do que fazendo.

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Filme: Sempre ao seu lado

Sinopse:

Parker Wilson (Richard Gere) é um professor universitário que, ao retornar do trabalho, encontra na estação de trem um filhote de cachorro da raça akita, conhecido por sua lealdade. Sem ter como deixá-lo na estação, Parker o leva para casa mesmo sabendo que Cate (Joan Allen), sua esposa, é contra a presença de um cachorro. Aos poucos Parker se afeiçoa ao filhote, que tem o nome Hachi escrito na coleira, em japonês. Cate cede e aceita sua permanência. Hachi cresce e passa a acompanhar Parker até a estação de trem, retornando ao local no horário em que o professor está de volta. Até que um acontecimento inesperado altera sua vida.

Opinião:

Acredito que a primeira coisa a ser dita sobre esse filme, antes de dizer que trata-se de uma história real, é que ele em sua essência é cativante. Não é um filme formidável, não é uma obra prima extraordinária, acho que nem é isso que o filme procura ser, mas é um filme capaz de emocionar pelas suas sutilezas e sensibilidade. O filme é uma adaptação não somente da história real de um cão que espera o seu dono, já falecido, durante 9 anos numa estação de trem, mas é também a adaptação de um filme homônimo lançado no Japão em 1989. Lógico que adaptações devem ter sido feitas e novos elementos inseridos nesse novo filme que não havia na versão original japonesa, mas acredito que isso não tira o brilho do filme. Comparações com o filme Marley e Eu são inevitáveis, mas são filmes bem diferentes, tanto no formato quanto no propósito do filme. No primeiro vemos como a vida de uma pessoa, no caso o personagem principal o jornalista John Grogan, tem sua vida alterada após a aquisição de um cachorro e como isso se reflete em sua vida; já em Sempre ao seu lado o filme nos convida a fazer uma reflexão sobre a forma como nos guiamos os nossos relacionamentos através do modelo de amizade e lealdade que vemos entre Hachi e seu dono. É interessante ver também a forma como o relacionamento dos dois também repercute entre as pessoas que os cercam. Um ponto importante é que aqui Hachi é o personagem principal e Richard Gere, Joan Allen e os outros são meros coadjuvantes, tanto que em diversos momentos o filme mostrar a visão de mundo a partir do cão, tendo o seu momento máximo justamente no final do filme. O filme acerta por ter como base apenas elementos da vida cotidiana e não recorrer à formulas baratas de humor. Vale destacar também que todas as cenas são muito bem amarradas pela trilha sonora que tem um papel fundamental no filme, toda feita em piano que remete ao professor Parker (Richard Gere) o tocando. Sempre ao seu lado é um filme cativante, sensível e envolvente que merece ser visto por todas as pessoas.

Avaliação:

Daqui pra frente não se trata mais da minha avaliação direta do filme, logo isso não complementa minha critica ao filme, mas acho que serve pra ilustrar um pouco a visão de uma pessoa que se sensibilizou com o filme e que como eu muitos se identificaram com alguns momentos do filme. Quem não tem cachorro talvez não entenda os motivos que levam algumas pessoas a se emocionarem com filmes desse tipo, ou mesmo a atitude do cão; talvez, há alguns anos atrás, eu também me enquadraria no perfil dessas pessoas, mas meu cachorro foi meu principal fator de mudança. Nunca criei cães, nunca dediquei meu tempo e afeto pra isso, bonitinho eram os dos outros e a uma boa distância de mim, mas desde que meu cachorro passou a fazer parte da minha família isso mudou e muito. Todo veterinários diz que não devemos humanizar os cães, mas eu penso que são os cães na maior parte das vezes que nos humanizam. Meu cachorro não é burro, o tenho desde filhote, três meses eu acho, e sei que ele sabe que eu não sou como ele, sabe que sou diferente, o que eu falo ele não é capaz de entender e vice-versa, mas isso pra ele não importa porque ele me ama e me admira do mesmo jeito. Enquanto estive na faculdade meu cachorro sempre me esperava deitado de frente ao portão até que eu chegasse, o mesmo acontecia aos finais de semana ou outros dias da semana em que voltava mais tarde, poderia ser 2h, 3h, 4h ou 5h, ele sempre estava lá e não voltava pra dentro até que alguém o chamasse ou que eu e meu irmão chegássemos. Uma vez passei uma semana fora de casa e durante essa uma semana minha mãe dizia que ele ficou me esperando sempre à noite, como se eu ainda estivesse na faculdade. Agora digam pra mim, como não retribuir a um carinho e a uma dedicação dessas? É uma lição que às vezes só um cão é capaz de nos ensinar que não importa o lugar, não importa o tempo, não importa o que tenha acontecido, sempre devemos estar prontos para receber a quem amamos e de alguma forma olharmos sempre por elas.

Estátua de Hachiko em Shibuya

Para saber mais sobre Hachiko clique aqui.

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