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João Carlos Martins – A música como instrumento de superação

De todos os post que eu pensei em escrever e acabei não escrevendo quando deveria esse é um dos que mais me arrependo. Mas aproveitando o ensejo deixo para escrever algumas poucas palavras dessa pessoa que é um modelo de superação e exemplo pra tantas pessoas o maestro João Carlos Martins.

Usei a palavra “ensejo” porque na última segunda-feira, dia 22 de fevereiro de 2010, foi ao ar no programa Roda Vida da TV Cultura uma entrevista inédita com o Maestro.

Pra quem não conhece sua história João Carlos Martins foi um dos mais conceituados pianistas do mundo sendo considerado o melhor interprete das obras de Bach e aos 20 anos já havia tocado no Carnegie Hall. Ainda jovem perdeu os movimento de sua mão direita, devido a um acidente, e após vários tratamentos pode recuperá-los, mas por infelicidade foi acometido de LER que o impedia de tocar. Anos mais tarde, mesmo com certa restrição nos movimentos das mãos, voltou a tocar e a se apresentar nos grandes palcos mundo afora, porém, um novo revés faria o brilhante pianista interromper mais uma vez a sua carreira. Após a realização de um concerto na Bulgária, em Sófia, sofreu um assalto, um golpe em sua cabeça o fez perder parte dos movimentos de suas mãos, em especial a esquerda. Longos anos foram investidos em tratamentos e com o tempo João Carlos desenvolveu uma técnica que lhe permita tocar com os dedos que ele ainda conseguia mover em cada mão. Contudo, com o passar dos anos, ia perdendo pouco a pouco os movimentos das mãos e em 2003, após abandonar o piano, resolveu estudar regência e se tornou maestro e pode reger algumas das principais orquestras do mundo.

Atualmente o maestro João Carlos Martins dedica seu tempo a projetos de inclusão social através da música clássica fazendo incursões com a música popular e sendo o principal responsável pela criação da Orquestra Bachiana Jovem. João Carlos Martins é reconhecido internacionalmente pelo seu talento e trabalho como pianista, maestro bem como pela sua história de vida.

Para quem não viu a entrevista no Roda Viva da TV Cultura é possível assistir aos melhores momentos da entrevista através do link a seguir: http://www.tvcultura.com.br/rodaviva/programa/1192.

Para aqueles que não se sentiram estimulados a assistir ao programa (graças ao meu texto ruim) deixo aqui o vídeo de abertura do programa com a devida apresentação do entrevistado.

Obs: Essa entrevista será reprisada domingo, dia 28/02/2010, a meia-noite.

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  1. Magna Regina Alves Pereira
    15/05/2010 às 00:23

    Boa noite maestro.

    Muito complicada a vida desse gênio.
    Quando li sua trajetória, confesso que fiquei impressionada. Não consigo entender o que houve com o mestre João Carlos Martins, mas de uma coisa todos sabem. Trata-se de um homem honrado e iluminado que certamente todos gostariam de ter por perto.
    Boa sorte grande gênio. Felicidades em sua jornada afortunada mesmo diante das adversidades que se apresentaram em sua vida, mas que ficaram no passado.
    Sinceramente,

    Magna

  2. lilia ferreira wanderley
    24/03/2011 às 12:05

    A luta de ‘Martins’ para superar os acontecidos,não foi fácil, o destino teimou em querer tirar dele ‘a menina de seus olhos’, que eram suas mãos, mais a paixão desse pianista e seu amor a arte, o fez redescobrir um novo sentido na vida. Um grande exemplo para nós.

    • John Garcia
      19/03/2013 às 23:12

      Palavras sapientes, senhorita Ferreira. Quase que me revejo nelas.

  3. 21/03/2014 às 17:55

    Em entrevista ao programa Roda Viva da Cultura em Novembro de 2012 o regente foi duramente criticado por seu trabalho, pelo seu estilo circense que beira ao cafona e pelas confusões que arrumou no caso Pau-brasil. Fiquei surpreso ao saber que João Carlos Martins foi convidado novamente ao programa Roda Viva do dia 17 de Março de 2014. Raros são convidados em tão pouco espaço de tempo. Ele até elogiou o Presidente da Fundação Padre Anchieta Marcos Mendonça (mantenedora da TV Cultura) .
    Dessa vez os entrevistadores foram escolhidos a dedo e as perguntas foram amenas, um mel na sopa para o maestro contar sempre as mesmas histórias de superação. Na bancada tivemos o técnico campeão olímpico de vôlei José Roberto Guimarães (nem ele sabe o que estava fazendo por lá), as sempre sorridentes jornalistas Fabíola Cidral e Luisa Vina Vila e Tulio Mourão. O único do ramo é o seu amigão Julio Medaglia. O convite mais parece um pedido de desculpas pelas ofensas do programa anterior. Perguntas de amigo para amigo, feitas sem a menor preparação e no intuito de fazer Martins massagear seu ego.
    Respostas óbvias, já ditas no programa anterior que não acrescentaram nada e milhares de projetos de orquestras que só existem na imaginação dele. Cansou de relatar seus feitos heróicos e lapidou mais uma vez sua imagem. O programa mais pareceu uma conversa de comadres onde todos querem deixar o entrevistado feliz, só faltou o bolo de fubá e o café com leite.
    A realidade leitores é uma só, João Carlos Martins é ruim como regente e isso se reflete em sua orquestra. Adora aparecer na mídia e toca até em intervalos de partidas de futebol. Abaixo seguem trechos de críticas publicadas no Blog de Ópera e Ballet:

    “Deixando de lado toda a parte emotiva de sua vida de superação e analisando friamente sua regência vemos que João Carlos Martins rege de forma monótona. São dois únicos movimentos com as mãos que se repetem durante toda a apresentação. O regente tem que ser a única voz da orquestra, decidir ritmos, andamentos, acelerandos, ritardandos , volumes, legatos e stacatos. Suas indicações para os músicos parecem nulas, seus gestos não indicam muito e os músicos parecem tocar ao seu bel prazer. A maioria nem se dá ao trabalho de olhar para ele. ”
    “A Sinfonia 41 “Júpiter” de Mozart regida por João Carlos Martins mostrou descompasso entre o maestro e sua orquestra, ele rege e os músicos tocam o que bem desejam. Sonoridade estranha , desacerto entre os naipes e notas que não existem na partitura foram o destaque da apresentação. Muitas vezes rápida e outras lenta e sem a músicalidade de Mozart, faltaram ensaios ou alguma coisa está errada com a orquestra? Uma sinfonia para ser esquecida.”

    Ali Hassan Ayache

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