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Muro de Berlim – 20 anos da queda do muro da vergonha

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Nessa semana o mundo relembra um dos acontecimentos mais importantes da história moderna, a queda do muro de Berlim que completa 20 anos no próximo dia 9 de novembro. No último sábado (31 de outubro) houve um encontro em Berlim entre os líderes de estado da época, Mikhail Gorbachev, Helmut Kohl e George Bush (pai), para relembrar esse importante marco histórico (clique aqui).

O muro da vergonha que ficou conhecido como o maior símbolo da guerra fria foi construído em 1961, tinha mais de 60 km de extensão, foi responsável pela morte de mais de 80 pessoas além de ferir mais de 100. Com a queda do muro Boon deixa de ser a capital da Alemanha ocidental e Berlim passa a ser capital da Alemanha unificada.

Muito vem sendo dito na mídia nacional e internacional sobre os 20 anos da queda do muro de Berlim, basta ligar a TV, rádio ou acessar a internet para perceber isso. Não é minha intenção com esse post fazer uma análise histórica e geopolítica sobre os motivos que levaram a construção do muro e o que representou a queda do muro tanto para Alemanha como para o resto do mundo, nada disso! Não tenho nem essa pretensão nem a competência necessária para tanto, mas eu lembro bem de como era essa época e pensei em escrever um pouco sobre a minha reação com as reportagens da época.

Eu ainda era uma criança na época e de toda a minha infância eu lembro que esse fato me marcou muito. Pra parecer um pouco mais maduro (criança idiota, eu sei) eu costumava acompanhar os jornais e me interessava por aquilo tudo. Afinal de contas era sobre aquilo que estudávamos na escola, havíamos saído de uma ditadura há pouco tempo e todo mundo falava sobre isso.

Quando eu vi a reportagem no Jornal Nacional e os plantões que falavam disso o tempo todo eu fiquei vidrado na frente da TV (eu via os guindastes e o pessoal com as marretas eu queria poder dar minha martelada também), enquanto eu acompanhava a reportagem eu me senti tão bem, invadido por um otimismo, por aquela crença de que tudo era possível e que o mundo poderia sim ser um lugar melhor e que tudo poderia dar certo. Naquele momento eu passei a acreditar na utopia de um mundo melhor e de que tudo era possível, mas o tempo passou, eu fui crescendo (mais para o lado do que pra cima, mas essa já é outra história) e com o tempo confesso que toda essa euforia acabou passando muito rápido, principalmente quando (alguns anos depois) estourou a notícia da guerra do golfo (e essa também é outra história).

Hoje estou completamente distante de pensar como aquela criança tonta que acreditava num mundo melhor e que assistia e lia jornais, é fato que o mundo mudou muito, mas esse muito que mudou ainda é muito, mas muito pouco mesmo perto do que ainda temos pela frente. Às vezes chega a parecer que quando damos um cada passo à frente damos também outros dois passos pra traz quando vemos tantos crimes de intolerância entre povos no mundo inteiro motivados por barreiras geográficas, políticas, religiosas, quando vemos tanto descaso com as pessoas e com o meio ambiente e quando perdemos toda pouca fé que temos em nossa segurança ao vermos helicópteros da policia sendo alvejado e abatido por criminosos.

Ainda assim, mesmo com tudo que tem de ruim acontecendo no mundo todo (não só aqui no Brasil) eu ainda tenho otimismo, não como antes, mas alguma coisa sempre fica. Acho importante relembrar acontecimentos com esses porque eles nos dão animo pra acreditar e lutar por um mundo melhor, não uma utopia, mas um mundo possível pra todos nós.

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