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Archive for novembro \26\UTC 2009

Redes sociais para fãs de literatura

Conheci não faz muito tempo (pelo Twitter) duas ótimas redes sociais voltadas para o público literário o Trocando Livros e o Skoob. Fiquei um pouco fascinado por isso e acabei pesquisando um pouquinho e descobri que existe outra rede que foi lançada durante a Flip desse ano chamada O Livreiro. Como me tornei usuário das duas primeiras, e também por já estar um pouco de saco cheio dessas redes sociais como Orkut, Facebook e seus subprodutos, eu resolvi escrever um pouquinho sobre elas aqui, mostrar um pouco como funciona, propósito e principalmente, mostrar que é uma boa ideia que foge da trivialidade das redes sociais tradicionais. Abaixo segue uma breve descrição de cada uma dessas três redes:

Trocando Livros

O nome dessa rede já diz tudo, o Trocando Livros é uma rede social com o intuito de promover a troca de livros entre seus usuários facilitando o acesso a livros diversos que por vezes temos dificuldade de encontrarmos e nos dando uma mão pra desencostarmos aqueles livros das estantes. O portal foi criado em 2008 e atua como um grande intermediário na troca de livros, ou seja, aqui a proposta não é fazer “amiguinhos”, mas sim te ajudar a conseguir o livro que você procura a custa de algum livro que alguém esteja procurando. Pra quem pensa que isso pode não ser seguro ou complicado enganasse, conheci algumas pessoas que já fizeram várias trocas e o site permite que você rastreie todo o tramite do seu livro sem nenhum contato com a outra pessoa. O cadastro do livro é simples e o site apresenta uma interface de busca muito amigável. O portal conta com mais de 26 mil usuários e milhares de livros a disposição.

Skoob

Comecei a usar o Skoob a pouquíssimo tempo, mas já estou ficando viciado nele. É uma rede social que permite que você catalogue todos os livros que você já leu, quer ler, que está lendo, que releu, que abandonou, etc. O Skoob tem um modelo mais próximo às redes tradicionais, pois é possível adicionar seus “amigos” (como no Orkut) ou seguir alguém que você ache interessante (como no Twitter), porém, o objetivo dele é a troca de informação e opiniões sobre os livros lidos ou desejados como também procura promover a troca de livros entre os usuários (só que sem a responsabilidade sobre os empréstimos). O Skoob é muito ágil e intuitivo, é muito fácil adicionar um livro no cadastro do site, é possível escrever suas próprias resenhas e compartilha-las com a rede, além de poder comentar as resenhas dos outros. O Skoob mantém um histórico sobre o que você está lendo, medindo sua progressão na leitura e é bacana porque ele mede o nível de compatibilidade (literária, por assim dizer) entre os usuários. O Skoob é um fenômeno nacional porque cresce exponencialmente, de acordo com o criador do site em apenas dois dias um cadastro de nenhum livro pulou para 300 e que até o começo do mês já contava com 44 mil livros cadastrados. Esse crescimento se dá principalmente pelo fato da rede se comunicar com outras redes existentes como blogs, Facebook, Flickr e principalmente o Twitter que é a ferramenta mais dinâmica disponível na atualidade.

O Livreiro

Esse eu confesso que não conheço muito, li um pouco a respeito dele, mas ainda não fiz meu cadastro no site. Aparentemente ele apresenta as mesmas funcionalidades e proposta do Skoob, porém, complementado com as ideias de comunidades que conhecemos bem do Orkut, o que ajuda a promover debates e discussões sobre os livros. O Livreiro além de livros conta também com um acervo de artigos e matérias de revistas e isso é muito legal porque da uma amplitude maior a palavra Literatura. O site tem um visual incrível e só isso já ajuda a cativar o usuário, o ponto negativo do site fica apenas para o fato que ele não permite que você faça o cadastro de um livro que não conste no acerto, no entanto, ele possui um registro de 2 milhões de livros em sua base de dados.

Na minha opinião o grande barato disso tudo é que essas redes sociais ajudam a desmistificar a ideia de que os jovens (principal alvo desses projetos) não se interessam pela leitura, embora eu tenha que admitir que ainda somos um país que lê pouco. Eu vejo com muito otimismo essas iniciativas e para aqueles que gostam de ler ou falar de literatura (ou os dois) fica aqui a minha sugestão, participe.


PS: Quem quiser me adicionar no Skoob basta procurar pelo meu nome ou vá direto ao link do meu perfil: http://www.skoob.com.br/perfil/icekilmer

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Assalto ao trem pagador (versão brasileira Herbert Richards)

Herbert Richards aos 85 anos

No último dia 20 de novembro morreu o empresário e produtor Herbert Richards, mais conhecido do grande público pela chamada “versão brasileira Herbert Richards” imortalizada em tantos filmes, desenhos e séries do que pelo seu legado.

Muito foi dito e noticiado (tudo bem, noticiado bem pouco) sobre Herbert Richards desde a sua morte, mas pelo que eu percebi foi dito mais sobre o seu papel e importância ao mercado da dublagem do que a sua importância para o cinema nacional como um todo. Verdade seja dita é fácil saber o porquê de sua importância para a dublagem brasileira (reconhecida como a melhor do mundo) já que ele foi um dos pioneiros desse segmento no Brasil e muitos filmes (Aventureiros do bairro proibido, Máquina Mortífera, Os dez mandamentos, etc), séries (Alf, A gata e o rato, Barrados no Baile, etc) e desenhos (Caverna do dragão, Thundescats, He-Man, etc) que marcaram época e gerações passaram pelos seus estúdios. Acontece que Herbert Richards deixou sua marca também na produção de filmes, ainda nas décadas de 50 e 60 seus estúdios eram a única concorrente da Atlântida (época em que o Brasil tinha uma indústria de cinema) e de seus estúdios saíram vários filmes, um em especial eu considero um dos melhores filmes já produzidos no Brasil junto com Tropa de elite, O pagador de promessas e Cidade de Deus, o ótimo O assalto ao trem pagador.

O assalto ao trem pagador foi um filme inspirado numa história real que aconteceu aqui no Brasil, o roubo ao trem pagador da Central do Brasil em 1960. O roubo de tão bem articulado estava sendo atribuído pela polícia da época a uma quadrilha internacional. Resultado disso tudo? Em 1962 foi lançado o filme que em pouco tempo se tornou sucesso de público e crítica recebendo prêmios no Brasil e no exterior, além de ter participado de outros festivais internacionais.

Eu acho que eu gosto muito desse filme por influência do meu pai, se tem um filme que meu pai lembra e fala sempre que a oportunidade aparece é esse. A riqueza dos detalhes que ele contava pra mim sobre sua cena favorita no filme me surpreendeu quando eu vi o filme pela primeira vez. A cena em questão é a da discussão (acerto de contas) entre os membros da quadrilha protagonizada principalmente pelo Grilo (Reginaldo Faria) e Tião Medonho (Eliezer Gomes), uma cena densa, intensa e contundente pode contar com todos esses atributos graças às interpretações impecáveis dos protagonistas.

Qual não foi minha surpresa quando eu encontrei no YouTube justamente essa cena que talvez seja a mais emblemática de todo o filme? Afinal de contas cena de filme brasileiro, da década de 60, preto e branco, é praticamente mosca branca ( até em locadora hoje em dia é difícil de achar). Por isso resolvi colocar dividir essa ótima cena com vocês.

Pra ninguém ficar por fora do que está acontecendo é assim: Parte do plano consistia que o dinheiro do roubo não deveria ser gasto por ninguém durante um ano inteiro e todos voltam à favela e mantém o pacto a duras penas, menos um o Grilo que começa a gastar sua parte no roubo tendo vida de “bacana” e isso desperta a ira de todos no bando. O resultado vocês conferem abaixo (o melhor é a última fala, eu sempre rio de satisfação… ou sadismo, sei lá…).

É engraçado como que por motivações diferentes uma mesma cena marca as pessoas, meu pai teve os motivos dele e eu… bom, a cena, bem como o filme todo, faz com que eu lembre de boa parte das conversas que eu tive com meu pai sobre cinema e outros assuntos.

PS: Prá não dizer que não falei mais do Herbert Richards eu posso dizer que pra mim não chega a ser uma perda para o Brasil, não por insensibilidade, mas sim porque ele foi uma pessoa que viveu plenamente até seus 86 anos de idade e deixou um legado que permanece e permanecerá por gerações. Então ao invés de lamentar uma morte, que querendo ou não é um processo que faz parte da vida, eu prefiro ver de forma positiva e lembrar que o que foi deixado foi algo bem maior que sua morte.

Velhos e Usados

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Em meio a mesmice e aos modismos que as grandes gravadoras e rádios tentam impor fica fácil acreditarmos que o rock nacional se resume apenas a umas poucas bandas de qualidade que conquistaram seu espaço a duras penas no final dos anos 90 e a toda uma nova geração de adolescentes com músicas chorosas e que carregam como marca a chapinha e o rímel.

NÃO SE DESESPEREM! Existe muita banda boa tocando por ai, dos mais diversos estilos e vertentes do rock, só que não ouvimos porque a maioria faz parte do cenário independente do rock nacional e hoje eu vou falar de uma dessas ótimas bandas o Velhos e Usados.

Velhos e Usados é uma banda que faz parte do cenário musical de Brasília composta pelo quinteto Arthur Lobo (baixo), David Murad (guitarra e vocal), Diego Marx (guitarra e vocal), Marco Pessoa (bateria) e Rodrigo Cavallare (teclado e programações). A banda formada em 2005 apresenta uma sonoridade rica em influências das mais diversas, sinal, talvez, da diversificada bagagem cultural e acadêmica de cada um dos integrantes da banda que resultou no excelente álbum de estreia, Híbrido.

capa-hibridoO nome do álbum já diz tudo, é uma total mistura de elementos distintos que traz como resultado um rock n’ roll urbano e bem maduro que transita por vários estilos e influências como jazz, rock alternativo e o rock progressivo. As letras são muito bem tecidas e inteligentes abordando na maioria das vezes as relações humanas e harmonizam muito bem com o som das guitarras precisas, de uma bateria muito bem marcada e um misto de efeitos sonoros hipnotizadores. Destaque para as faixas “Meio Céu”, “Jeans”, “Reflexões Voláteis” (que dá nome a esse blog), “Multifacetado”, uma excelente versão de “O Mundo” de André Abujamra (ex Os Mulheres Negras e Karnak, atualmente vem se apresentando em SP com o grupo Desengonçalves), “Invívido” e “Trapos Remendos e Azul” (lógico que isso de acordo com o meu gosto). O álbum conta com uma faixa bônus, “Sexo em poesias”, gravada nos estúdios da Trama Virtual e essa faixa, bem como o álbum inteiro estão disponíveis para download através do site da banda e no site da Trama.

Pra quem gosta de música de qualidade Velhos e Usados é uma ótima opção pra quem acreditava que não havia nada de novo no cenário nacional.

Então deixo aqui essa sugestão, façam o download das músicas ou do álbum inteiro e se gostarem divulguem, passe pra frente, porque eu acredito que quanto mais nós incentivarmos os bons trabalhos musicais disponíveis melhor será para todos, porque mercado tem de sobra.

Para conhecer um pouco mais o trabalho da banda acessem os seguintes endereços:

Para realizar o download do álbum Híbrido basta acessar o site da banda ou clicar aqui.

A importância de tirar o pé…

Com a correria da nossa vida moderna o tempo acabou por se tornar o recurso mais escasso que temos, seja no pessoal como no profissional. Trabalhamos e vivemos debaixo de um chicote, na maioria das vezes autoimposto, de prazos, resultados, compromissos e que em alguns momentos nos desesperamos e acreditamos que se formos mais rápidos, se formos mais exigentes, se dermos 120% do nosso empenho o tempo todo conseguiremos fazer tudo. E eis que acontece exatamente o contrário, acabamos não conseguindo fazer é nada.

Parece meio óbvio pra alguns dizer uma coisa dessas, até pra mim também parece, mas eu acredito que a maioria dos erros que cometemos às vezes é por pura burrice mesmo, porque a gente sabe o que é o certo, mas às vezes insistimos em fazer o errado e há alguns dias eu me vi novamente reaprendendo essa velha lição. Não vou entrar em detalhes porque assim acredito que fica mais fácil pra qualquer um projetar esse exemplo em suas próprias experiências, mas o que aconteceu foi o seguinte. Não sei se por ter traçado um objetivo muito difícil a ser alcançado e ver o tempo se esgotar eu (que já vinha trabalhando no limite) achei por bem tentar puxar um pouco mais o meu ritmo dando bem mais do que eu seria capaz de suportar, o resultado foi simples, não consegui trabalhar no ritmo que eu me propus e ainda pior passei a não render o que eu já estava rendendo e acabei me desgastando muito mais pra produzir muito, mas muito menos. Resultado perdi o dia que eu quis fazer além da conta e o dia seguinte que eu tive que tentar me recuperar já estando desgastado por conta do dia anterior.

Acredito que todos nós já tivemos dias assim, mas às vezes temos que passar novamente por situações como essa pra não nos esquecermos da importância das velhas lições. O irônico nessa situação é que eu lembro que alguns anos atrás, vendo uma grande amiga minha tão afobada com seu trabalho, seus compromissos, resultados e prazos, eu acabai (depois de muitas conversas) resolvendo fazer um agrado pra ela e dei aquele livrinho A essencial arte de parar. Não sei se o livro é bom, mas a mensagem era clara, e de repente eu, tantos anos depois me vejo numa situação similar a dela. É mais ou menos como diziam nossos pais… “língua fala língua paga“.

Como é dito naquela historinha bem conhecida do pessoal da qualidade “às vezes é importante parar de trabalhar para poder afiar as facas”. Então se de repente você estiver indo rápido demais e não estiver sendo capaz de ver os resultados na forma como espera, faça essa experiência, experimente tirar o pé, ir mais devagar, parar se for o caso, e analise e avalie seus processos e se pra que você possa continuar você perceba que é necessário parar não tenha dúvida, simplesmente pare.

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Fullmetal Alchemist | Brotherhood

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Cinco anos após a exibição de seu último episódio pela TV Japonesa a série Fullmetal Alchemist volta a ser produzida.

A série rebatizada como Fullmetal Alchemist Brotherhood não chega a ser uma sequência da anterior, pelo contrário é uma reedição que irá contar a saga dos irmãos Elric desde o seu início. Mas o que alguns podem estar se perguntando, porque refazer uma série desde o início contando a mesma história? A resposta é simples, NÃO É A MESMA HISTÓRIA… ou pelo menos não é em partes.

O que acontece é que a maioria dos Animes (desenhos japoneses) são derivadas dos mangás e quando faz muito sucesso tornam-se desenhos animados e ai está o problema. Normalmente esses desenhos começam a ser exibidos antes da publicação em mangá chegar ao fim e como o intervalo de exibição entre os episódios é menor que o intervalo de publicação dos mangás os desenhos acabam alcançando o mangá e acabam recorrendo aquele odioso recurso que é quase que uma constante nesses desenhos os pavorosos FILLERS! Os fillers nada mais são que episódios que não fazem parte da história original e na maioria das vezes sequer são escritos pelo próprio autor.

full-metal-alchemistNo caso de Fullmetal Alchemist a continuação dada ao desenho do momento que alcançou o mangá em diante não ficou ruim, mas quem acompanhava a série notou que havia uma grande diferença entre a história publicada e a história produzida como anime. Como resultado temos agora uma nova versão da série só que muito mais fiel aos acontecimentos e cronologia do mangá e quanto à história anteriormente produzida fica como uma versão alternativa da original.

Agora voltando a falar de Fullmetal Alchemist Brotherhood, vale a pena assistir? CARAMBA, Ô SE VALE! A série está sendo produzida pelo mesmo estúdio que fez a primeira, são os mesmos dubladores, o mesmo traço e conta com todos os recursos modernos para a produção dessa nova série, o resultado é um desenho mais bonito e que já vai ao ar em formato HD.

Quanto a quem assistiu a primeira versão da série não se enganem acreditando que não vale a pena assistir, dá pra perceber que houve essa preocupação. Os primeiros episódios são muito familiares aos da série anterior, mas por outro lado são muito mais ágeis e objetivos, então o que antes acontecia em três ou quatro episódios agora acontece num ritmo alucinante em apenas um, o que acaba prendendo nossa atenção.

Fullmetal Alchemist é uma série impar, repleta de humor, uma ótima densidade psicológica, drama, ação e aventura e que ainda reserva um espaço (um espaço e tanto diga-se de passagem) para a reflexão de nossos valores como pessoas e como sociedade e isso fez da série um dos melhores animes já produzidos de todos os tempos.

Se você tiver se interessado é possível baixar os episódios pela internet, eu recomendo o Alchemist Project que disponibiliza a série em vários formatos de vídeo e também disponibiliza as duas versões. Caso queria baixar direto de algum fansub dê preferência ao pessoal da Punch Fansub, que fazem um excelente trabalho.

Não se esqueça! Animes de fansub são feitos de fãs para fãs, por isso NÃO COMPREM, NÃO VENDAM E NÃO ALUGUEM ESSES ANIMES!

Abaixo a primeira abertura do anime.

Gostou da música? Faça o download da versão completa aqui.

PS: A série em mangá ainda está sendo produzida e no Brasil é publicada pela editora JBC.

Um pouco sobre o amor…

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Hoje é um dia muito especial pra alguém muito próxima de mim, hoje é o dia de seu casamento e eu tive a honra de ser convidado como um de seus padrinhos.

Eu admito que tive certa hesitação em aceitar esse pedido dada a responsabilidade que vejo que tem um padrinho de casamento (os melhores presentes? Não…), mas como eu não poderia aceitar um pedido como esse, poder participar de um dos dias mais importantes da vida dessa pessoa.

Como eu disse a ela o padrinho tem significado de testemunha, ele está ali para testemunhar a união do casal. Mas como tenho uma visão bem particular desse assunto eu gosto de ir um pouco além, pra mim o padrinho é a testemunha não só da união do casal, mas é a testemunha do amor que existe entre eles.

84406330Testemunhamos uma forma de amor diferente de tantas outras formas que existe, não é aquele amor que se sustenta apenas do amor e que com o tempo se consome por completo como o fogo que queima até não ter mais nada para queimar. Não é aquele amor de contos de fadas ou cinematográfico no qual sempre projetamos o relacionamento ideal com a pessoa ideal (o príncipe encantado ou a mulher perfeita), essa forma lúdica e por vezes até infantil é incompatível com essa forma de amor. Esse é um amor real, concreto, palpável, que admite que a outra pessoa possua defeitos, possua diferenças e que existam divergências de opiniões, mas que se sustenta porque é um amor com o propósito de construir algo junto, algo novo, algo maior que ele próprio.

Casamento vem de Casa que é o mesmo que um lar, que família, que é e sempre será o nosso porto seguro e testemunhar o casamento de alguém é assumir que ambos possuem o amor e a disposição para construírem algo juntos e que perdure além do próprio casamento.

Posso não ter colocado da melhor forma possível, mas é nisso que eu gosto de acreditar e é por isso que eu torço não só para eles, mas pra todos que tem esse propósito, essa disposição e esse comprometimento.

 

Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.

E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.

E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.

O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.

Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;

Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;

Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;

Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos;

Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado.

Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.

Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.

Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.

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E que sejam felizes para sempre…

PS: Não sou religioso, mas gosto dessa passagem.

PS do ps: Tá, eu admito fui cafona sim rs.

¶ Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.
2 E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.
3 E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.
4 ¶ O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.
5 Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;
6 Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
7 Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
8 ¶ O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;
9 Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos;
10 Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado.
11 Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.
12 Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.
13 Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.

Correndo atras – Transformando uma meta num projeto e aumentando as chances de sucesso

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Você conhece o Mário (calma essa não é aquela piadinha infame)? Se não conhece deveria conhecer e vou dizer o porquê a seguir.

Mário Guilherme compõe a equipe de jornalismo do Globo Esporte e é ele quem estrela a coluna do programa intitulada Correndo Atrás e devido ao sucesso também faz parte do Bom dia Brasil exibido todos os dias pela rede Globo.

Mário é uma pessoa como tantas outras que estão acima do peso e que engordaram muito num curto espaço de tempo, tudo isso como reflexo de uma baixa qualidade de vida (trabalho excessivo, noites mal dormidas, cansaço demais, etc). E como tantas outras pessoas em algum momento ele resolveu reverter essa situação e estabeleceu uma meta a ser atingida, decidiu perder 30 kg e correr uma prova de 10 km até dezembro.

Daí veio à ideia do blog e coluna Correndo Atrás, no blog você acompanha todo o andamento do projeto do Mário (SIM! PROJETO!), como ele mesmo diz abrindo a possibilidade de comentar seus avanços quando eles estiverem acontecendo e poder dar um puxão de orelha nele quando as coisas não estiverem indo como o planejado.

Analisando com calma as metas do Mário e o que ele se propôs a fazer fica fácil perceber que as chances dele conseguir atingir seus objetivos aumentaram muito porque ele pôde transformar o que era uma simples meta num projeto.

Uma meta pode ser simplesmente um número ou um objetivo a ser alcançado, mas enquanto não nos planejamos pra tornar essa meta concreta ela é só um sonho, é só uma grandeza qualquer. A partir do momento que ele estabeleceu um período para o cumprimento dessa meta podemos dizer que o Mário começou um projeto. Pela definição do PMI um projeto é “um esforço temporário empreendido para criar um produto, um serviço ou um resultado exclusivo”, ou seja, temporário quer dizer que o projeto do Mário tem um começo e já tem definido uma data para o termino (dezembro de 2009) e é nesse período que o Mário irá reunir seus esforços para atingir um resultado esperado que é perder 30 kg e correr uma prova de 10 km.

euvoucorrer10kmQuem estuda ou trabalha com gerenciamento de projetos tende a considerar algo como  um projeto quando apresenta três variáveis distintas que são escopo (objetivos do projeto), tempo e custo. Esses três elementos são a base para qualquer projeto e são perceptíveis no projeto do Mário que tem um objetivo a ser atingido num determinado espaço de tempo e com certeza tudo isso possui um custo de operação que merece atenção, pois embora não seja o elemento mais importante nesse exemplo um mal gerenciamento pode comprometer todo o projeto.

Para quem ainda pode resistir à ideia de encarar o desafio do Mário como um projeto nós podemos perceber outros elementos que também estão presentes em qualquer projeto, da construção de uma casa até uma viagem tripulada a marte, é lógico que cada um desses elementos sendo empregados com os rigores e complexidades compatíveis a cada projeto.

Vendo o projeto do Mário percebemos que ele não está fazendo nada sozinho, ele tem um time que envolve sua personal trainer, nutricionista, fisioterapeuta, etc (gerenciamento de recursos humanos). Percebemos também que existe vários interessados e envolvidos direta ou indiretamente ao longo de todo esse processo como familiares, amigos, o próprio time, a equipe de jornalismo do Bom dia Brasil como a do Globo Esporte, etc (Stakeholders). Para poder colocar em ação seu planejamento para atingir seus objetivos o Mário teve que considerar nessa mudança de hábitos a contratação de profissionais que compõe seu time, roupas adequadas, academia (gerenciamento de custos). Assim como também teve que pensar em estabelecer, junto com seu time é claro, um planejamento gradual das atividades e seu sequenciamento (gerenciamento de tempo) e assumir métricas quantificáveis e mensuráveis que permitissem monitorar e controlar seu avanço, necessário para que ele possa tirar um pouco o pé se estiver indo rápido demais ou apertar um pouco se começar a sair dos trilhos (gerenciamento da qualidade). E o Mário bolou um excelente meio de divulgar seu andamento para os principais interessados e envolvidos nesse projeto através de seu blog e da coluna no Bom dia Brasil, Twitter e Youtube (gerenciamento da comunicação).

Isso foi só como um exemplo, poderíamos continuar estendendo esse assunto até distribuir o projeto do Mário em todas as áreas de conhecimento que fazem parte dos principais modelos e técnicas de gerenciamento de projetos.

O Mário até aqui já pode fazer vários avanços, não só referente a seu peso como também a qualidade de vida, ou seja, ele não está só mais magro está também mais saudável e isso ficou visível em sua última avaliação física.

Existe ainda um árduo caminho para o Mário agora que ele está chegando a sua reta final e se até aqui ele conseguiu muita coisa é porque ele não se preocupou apenas em estabelecer uma meta, mas em desenvolver um plano para atingir essa meta num determinado espaço de tempo.

Uma abordagem por projeto não é garantia de sucesso, assim como também não é garantia de sucesso utilizar qualquer conjunto de melhores práticas (como os do PMI ou IPMA). Certezas não existem nessa área, mas o que pode ser dito sem sombra de dúvida é que a utilização de uma abordagem por projeto, como também a utilização de um conjunto de melhores práticas, contribuem para aumentar e muito as chances de se alcançar os objetivos com o menor impacto possível.

Fica então a dica, espelhem-se no exemplo do Mário e independente dos seus objetivos procurem planejar uma forma de tornar esses objetivos em algo concreto, possível e nunca se esqueça de correr atrás daquilo que você almeja.

Para acompanhar a evolução do Mário acessem os endereços abaixo:

PS: Não deixem de acessar o blog do Mário e deixar um recado pra ele, isso é muito importante agora que ele está chegando a reta final.