Filme: O escafandro e a borboleta
Jean-Dominique Bauby (Mathieu Amalric) tem 43 anos, é editor da revista Elle e um apaixonado pela vida. Mas, subitamente, tem um derrame cerebral. Vinte dias depois, ele acorda. Ainda está lúcido, mas sofre de uma rara paralisia: o único movimento que lhe resta no corpo é o do olho esquerdo. Bauby se recusa a aceitar seu destino. Aprende a se comunicar piscando letras do alfabeto, e forma palavras, frases e até parágrafos. Cria um mundo próprio, contando com aquilo que não se paralisou: sua imaginação e sua memória.
Opinião:
Desde o início o filme tenta colocar quem o assiste na ótica de Jean-Do, compartilhando seus sentimentos e pensamentos, a medida que aos poucos a câmera começa a sair do personagem e coloca o filme em terceira pessoa, deixando apenas para o final o momento do acidente após termos nos afeiçoado ao já debilitado personagem.
O grande mérito desse filme está na forma como a história do personagem principal é contada porque comumente esses filmes tendem a cair em clichês de autopiedade e isso não acontece com O escafandro e a borboleta. A história como um todo é retratada de forma muito humana e tem uma proposta de ir muito além da simples superação que a meu ver não era o foco do filme. O filme acaba se tornando um exercício de reflexão, não para a vida de Jean-Do, mas sim sobre a nossa própria vida. O filme é narrado de forma muito poética misturando memórias, pensamentos e devaneios com a situação rara do protagonista, mas é também um filme bem denso e um pouco difícil não sendo para todas as pessoas e para qualquer momento.
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Muito bom. Preciso ver este filme.
E belo posts cinemaográficos.
Uma pergunta: O filme é baseado em história verídica ?
Abraço !
É sim cara, parece absurdo, mas é história é uma história real. O cara mesmo conseguindo mover só o olhos esquerdo ainda conseguiu escrever um livros com suas memórias e esse livro foi que inspirou esse filme.
Valeu pela visita.